Alagoas

Mulher não percebe estar grávida, procura HGE por apendicite e bebê prematuro nasce de parto normal

TNH1 com Assessoria Sesau | 22/01/21 - 09h50
Neide Brandão/Assessoria HGE

Mesmo não sendo uma maternidade e, portanto, não habilitado para realizar partos, o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, foi o cenário de um momento de muita emoção. Tudo porque, no último sábado (16), a jovem Mariana Barreto, de 27 anos, chegou à unidade se queixando de dor abdominal e com suspeita de apendicite, mas, na verdade, ela estava em trabalho de parto do pequeno Thierry Talibson Barreto Pereira, que nasceu prematuro, mas, de parto normal, com apenas 1.550 kg.

O fato inusitado aconteceu quando o médico Lucas Correia Lins foi chamado para atender Mariana Barreto, que havia chegado pela área Azul com dor abdominal, sem que soubesse que estava grávida. "Vi a paciente com muita dor e o abdome gravídico”, relatou o médico.

A partir de então, ainda de acordo com Lucas Correia Lins, ele perguntou a paciente se ela estaria grávida, mas, Mariana Barreto afirmou que não. “Cheguei a perguntá-la se poderia estar grávida, mas, ela respondeu que não e disse que a dor tinha começado na noite anterior. Prontamente a encaminhei para o setor de imagem para realizar uma ultrassonografia e investigar melhor o que estaria causando a dor", relatou o médico do HGE.

Ao realizar o exame de ultrassom, Mariana Barreto iniciou o trabalho de parto. "Fui chamado novamente e, ainda cogitamos que seria um aborto, mas, o ultrassom mostrou os batimentos do bebê. Fiz a assistência do parto e, assim que o bebê nasceu, o levamos para a sala de cirurgia, onde foi aspirado, aquecido e feito o corte do cordão umbilical", salientou Lucas Correia Lins.

Como o bebê era prematuro, foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do HGE e, em seguida, na companhia da mãe, foi transferido para a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM).

A enfermeira Alline Cavalcante estava de plantão na Recuperação Pós Anestésica (RPA) quando foi chamada por ter experiência em maternidade e destacou o trabalho em equipe para a realização do parto.

"As equipes do centro cirúrgico e RPA estão de parabéns. Mesmo o HGE não sendo uma maternidade, fizemos um parto com êxito e salvamos a vida de um recém-nascido prematuro. Foi um momento emocionante diferenciado, mas, cumprimos nosso papel, que é salvar vidas", salientou a enfermeira.

Anticoncepcional e excesso de peso na pandemia

Mariana Barreto revelou que jamais imaginou a gravidez, entretanto, o bebê chega para trazer mais alegria ao lar, que tem outros três filhos. "Nunca senti nada mexer na minha barriga! Estou acima do peso, aumentei nos últimos meses e acreditava que era por causa da pandemia, pois estava comendo muito. Sem falar que tomo anticoncepcional injetável todo mês", revelou.

Segundo ela, a atitude de ir até uma unidade de saúde só foi tomada devido a dor inesperada. "No dia anterior ao parto, estava com muita fraqueza. Comecei a sentir dores no começo da noite e passei a madrugada sofrendo. No outro dia não aguentei e fui para uma UPA, que me encaminhou para o HGE com suspeita de apendicite. Sou grata a Deus por ele guardar a vida do meu bebê e trazer ele perfeito e saudável. Ainda estou em estado de choque!", frisou.

Thierry Talibson está na UTI Neonatal da Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), ainda sem previsão de alta médica. "Ele está bem, ganhando peso. Ele é todo perfeito, com todos os órgãos funcionando normalmente. No domingo começou a receber o meu leite. Sou muito grata a equipe do HGE. Todos foram muito precisos e, em especial, o médico Lucas, e a enfermeira Aline, que me deu muita força", agradeceu Mariana Barreto.