Mulher sofre 3 AVCs após fazer 'ajuste' no pescoço e fica com sequelas motoras e na fala

Jaycie Conley, da Califórnia (EUA), tinha 33 anos quando procurou um quiroprático e ficou internada na UTI após 3 acidentes vasculares cerebrais

Publicado em 12/05/2026, às 15h51
Reprodução/Redes sociais
Reprodução/Redes sociais

Por Extra Online

Jaycie Conley, após um ajuste quiroprático, sofreu três AVCs que resultaram em sequelas motoras e na fala permanentes, impactando sua vida e sua capacidade de cuidar do filho de 6 meses.

A causa dos AVCs foi atribuída à velocidade do ajuste quiroprático, que provocou a ruptura de uma artéria vital, levando a múltiplos miniderrames e a uma internação de cinco dias na UTI.

Cinco anos depois, Jaycie compartilha sua experiência nas redes sociais, alertando sobre os riscos da quiropraxia e a importância de buscar ajuda médica ao sentir sintomas como dores de cabeça.

Resumo gerado por IA

Jaycie Conley cuidava do filho de 6 meses quando começou a sentir uma dor de cabeça que atribuiu à privação de sono por ter que cuidar de um bebê. A moradora de Ventura (Califórnia, EUA) achou que tivesse dormido de mal jeito e procurou um quiroprático já conhecido para aliviar as dores. Mas, após os ajustes no pescoço, Jaycie sofreu 3 AVCs (acidentes vasculares cerebrais) e ficou internada na UTI, acabando com sequelas motoras e na fala permanentes.

Em entrevista ao "Daily Mail", Jaycie contou que começou a sentir náuseas e que seus olhos ficaram vesgos sozinhos após ter feito o ajuste quiroprático no pescoço. Ela entrou em contato com o profissional que informou que ela estava tendo "uma reação estranha" e a convidou para outro ajuste.

A quiropraxia é uma prática focada no diagnóstico, tratamento e prevenção de problemas no sistema esquelético, principalmente na coluna vertebral. São utilizadas técnicas manuais de ajustes quiropráticos nas articulações para o alívio de dores, melhorar a mobilidade e o funcionamento do sistema nervoso, sem o uso de medicamentos.

Jaycie, que tinha 33 anos à época, decidiu ir ao hospital e lá descobriu que sofreu uma ruptura na artéria que passa pela coluna vertebral e irriga o cérebro. E, de acordo com médicos, a causa pode ter sido a "velocidade" usada no ajuste quiroprático. Além disso, eles também explicaram que os sintomas eram um resultado de dois miniderrames, que interromperam o fluxo de sangue para o cérebro dela.

Ainda no hospital, Jaycie sofreu um AVC mais grave e precisou ficar 5 dias internada na UTI.

"Fiquei completamente chocada ao descobrir que ir a um quiroprático poderia causar isso", contou ela que, enquanto esteve na UTI, precisou de ajuda para fazer coisas básicas como andar ou ir ao banheiro.

Mas o que mais mexeu com Jaycie foi não poder pegar o filho no colo.

"Eu estava apavorada com a possibilidade de o meu filho não ter uma mãe. Eu não conseguia pegar meu filho no colo e tive muita dificuldade em ser uma mãe em tempo integral", lembrou.

Cinco anos após os AVCs, Jaicey tem fraqueza no lado direito do corpo e dificuldade na fala causadas pelos 3 AVCs. As sequelas não poderão ser revertidas. Ela ainda diz sentir raiva do quiroprático que não a avisou sobre o risco de estar tendo um AVC quando contou para ele sobre os primeiros sintomas.

Nas redes sociais, a mulher de 38 anos conta a sua história para mais de 10 mil seguidores e os alerta sobre o risco de realizar ajustes quiropráticos e a importância de saberem exatamente o que está escrito no termo de responsabilidade que o paciente assina antes dos ajustes. Além de incentivá-los a procurarem um médico assim que começam a sentir dores de cabeça.

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