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Museu do Sexo das Putas, em MG, é criticado por deputados e assunto será levado a Bolsonaro

TNH1 com Ascom ALMG | 02/07/19 - 19h29 - Atualizado em 02/07/19 - 20h53
Luiz Santana

As obras do "Museu Sexo das Putas", no centro de Belo Horizonte, foram duramente criticadas na sessão desta terça-feira, 02, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 

O museu é uma iniciativa da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aspromig), e abrigará um acervo com a história das profissionais do sexo da capital mineira. 

A Comissão de Segurança Pública da ALMG esteve, nesta terça-feira , na rua Guaicurus, zona boêmia do Centro, para constatar a existência de uma obra de restauração e intervenção num antigo casarão para a construção do futuro Museu. A visita foi realizada pela manhã, e foi motivada por um vídeo recebido pelo deputado Sargento Rodrigues, presidente da Comissão, mostrando o local e criticando o uso “do dinheiro do contribuinte”. 

BOLSONARO

Na reunião foi aprovado requerimento pedindo informações ao prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil; ao secretário de Cultura e aos vereadores da cidade.  Além disso, o vídeo com imagens do casarão será encaminhado ao  presidente Jair Bolsonaro; para a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e para a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. O objetivo é dar conhecimento e pedir providências que julgarem cabíveis ao caso.

“Esperamos uma resposta sobre se há dinheiro público ou trabalho de servidor público envolvido”, questiona Rodrigues.

POLÊMICA NO PLENÁRIO

Debate no plenário:  projeto não é prioridade; Virgílio: museu deverá ter sentido educativo

No plenário da Casa, após a visita in loco, o deputado Sargento Rodrigues voltou a questionar um possível investimento público na obra.  "Queremos saber se há recursos públicos sendo empregados no espaço. Governar é estabelecer prioridades. Está faltando dinheiro para outras políticas públicas e isso não é prioritário", disse.

DEPUTADO SAI EM DEFESA

Já o deputado Virgílio Guimarães (PT) saiu em defesa. Ele disse que não tem conhecimento da obra, mas que imagina que o museu terá um sentido educativo. “O Museu do Holocausto, por exemplo, não é uma defesa do que ocorreu naquela época”, exemplificou.

ENTIDADE DIZ QUE VAI PROCESSAR DEPUTADOS

Em entrevista ao site mineiro de notícias, "Os Novos Inconfidentes", a presidente da Aspromig, Cida Vieira, disse que irá entrar na justiça contra Sargento Rodrigues e Jair de Gregório por supostas difamações contra o museu.

“Quero que eles venham até mim com as notas fiscais desses gastos. Não sei se eles sabem, mas no local está previsto para ter biblioteca e ser um espaço importante para a história da cidade”, disse Vieira ao portal.