Maceió

Mutange: mais de mil moradores ainda precisam se cadastrar

Secom Maceió | 17/07/19 - 14h30 - Atualizado em 17/07/19 - 14h28
Pei Fon/Secom Maceió

Desde o dia 10 de julho, a Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), realiza o cadastramento para o aluguel social dos moradores do Mutange e da encosta do Jardim Alagoas. Até a terça-feira (16), 627 moradores haviam sido registrados, mas 1.040 pessoas ainda precisam se cadastrar.

O prazo foi prorrogado e a ação segue até sábado (20). O atendimento funciona das 9h às 15h, na  Escola Municipal Edécio Lopes, localizada na Rua Pedro Suruagy – antiga Antônio Procópio. A partir desta quinta (18), serão distribuídas 300 fichas diárias para atendimento.

Segundo a assistente social da Semas, Emy Oliveira, apesar do dia movimentado, o número de cadastrados ainda é pequeno se comparado com o previsto pela Prefeitura de Maceió.

A expectativa dos técnicos da Semas é que nos próximos dias, os moradores que ainda não fizeram o cadastramento procurem o atendimento.“Foram feitos 627 cadastros, mas a previsão é cadastrar 1.667 moradores. É uma área considerada de extremo risco pelo Serviço Geológico do Brasil, a CPRM, e pela Defesa Civil. O objetivo é retirar essas pessoas para que elas possam alugar um imóvel em uma área segura. Após essa etapa de cadastramento, divulgaremos o banco que os moradores precisam procurar para receber o aluguel social”, detalhou.

A Dona Eunice Maria mora há 35 anos na região e conta que a preocupação com a segurança da família a fez procurar o cadastro. “Eu vim pensando na minha família e na nossa segurança, hoje moro em uma casa, mas ela tem que ser desocupada e eu quero ter onde morar”, afirma.

O representante do Núcleo de Defesa Civil (Nudec), Alex da Silva, conta da dificuldade em mobilizar os moradores do bairro. “Nos primeiros dias quase não houve adesão. Infelizmente, havia uma grande resistência e só nestes últimos dias de cadastro é que estamos tendo essa resposta e vendo as pessoas comparecerem. A área é de risco e precisa ser evacuada. Essa é a mensagem que estamos passando para os moradores da região”, pontuou.

Ao todo, serão contempladas 1.667 responsáveis por moradias de 22 ruas da área identificada pela cor rosa claro no Mapa de Setorização de Danos. A área é considerada muito crítica, conforme os relatórios técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que recomenda a desocupação.