Contextualizando

O Canal do Sertão continua sendo apenas uma promessa

Em 6 de Maio de 2026 às 08:00

É impressionante como no setor público os investimentos demoram tanto a se concretizar -  quando não ficam no meio do caminho.

Em Alagoas, o caso mais emblemático é o Canal do Sertão, apregoado ao longo dos anos como a redenção do povo sertanejo e nada apresentou de prático até agora.

O projeto começou a ser executado na gestão de Geraldo Bulhões, que foi governador de 1o de janeiro de 1991 a 31 de dezembro de 1994, prevê a implantação de um curso d'água de 250 quilômetros, do Rio São Francisco até Arapiraca.

Desde então, no entanto, não chegou nem à metade da extensão prevista e, ao longo do seu curso, não existe nenhum projeto de aprovetamento do manancial hídrico em benefício das comunidades sertanejas.

Além de Geraldo Bulhões, somente nos oito anos de mandato do governador Teotonio Vilela Filho a obra teve um andamento considerável - de lá pra cá nada se fez concretamente em relação ao Canal do Sertão, que até nem figura mais nas promessas de campanha.

Uma forte liderança com base eleitoral no agreste alagoano é da base governista, mas não esconde sua frustração com o fiasco em que se tornou o empreendimento.

"Basta dizer que das oito bombas previstas no projeto somente duas entraram em operação e há alguns anos apenas uma está funcionando. Se quebrar, para tudo e aquilo vira um caos total", explica ele sem esconder seu descontentamento.

E não é para menos: o Canal do Sertão foi iniciado há 35 anos e não tem nenhuma previsão de conclusão.

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