Enquanto tenta costurar uma solução para a dívida, a Braskem recorreu à Justiça brasileira para protegere evitar execuções ou bloqueios de recursos durante a mediação.
O plano da Braskem em detalhes
O Projeto Catalyst foi detalhado em documentos divulgados pela Braskem após o fim de acordos de confidencialidade firmados com grandes investidores.
Para a companhia, manter a estrutura atual da dívida sem renegociação com os credores levaria a uma pressão crescente sobre o caixa.
No cenário Status Quo, em que não haveria reestruturação, as projeções indicam que o caixa livre poderia ficar negativo em dezembro de 2026, com déficit estimado em US$ 821 milhões.
Ao fim de 2027, esse buraco poderia alcançar US$ 1,98 bilhão, segundo os documentos apresentados pela empresa.
É para evitar esse descompasso entre vencimentos e geração de caixa que a Braskem propõe uma reestruturação baseada em três frentes principais:
- Extensão de cinco anos para todos os vencimentos financeiros;
- Redução de 200 pontos-base, ou 2 pontos percentuais, nas taxas de juros dos instrumentos de dívida; e
- Possibilidade de pagamento de 100% dos juros em PIK (Payment-in-Kind) até dezembro de 2028.
O mecanismo de PIK permite que a empresa deixe de desembolsar juros em dinheiro no curto prazo. Em vez disso, os encargos são incorporados ao saldo devedor e passam a compor o valor a ser pago mais à frente.
É uma ferramenta que preserva caixa agora, mas aumenta a dívida futura. Ainda assim, a Braskem afirma que pretende pagar integralmente o principal das obrigações dentro do novo cronograma, sem haircut e sem conversão dos créditos em participação acionária..."