Operação Lides Predatórias cumpriu oito mandados em Maceió, Arapiraca e União dos Palmares; investigação apura o ajuizamento em massa de processos supostamente fraudulentos.
A Polícia Civil de Alagoas iniciou a Operação Lides Predatórias para cumprir oito mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e residências de advogados suspeitos de crimes como falsificação de documentos e associação criminosa. A operação visa combater a litigância predatória, que envolve ações judiciais fraudulentas.
As investigações revelaram que documentos falsificados de pessoas de outros estados foram utilizados para criar situações jurídicas fictícias, com o intuito de enganar o Judiciário e obter vantagens indevidas. A ação foi autorizada pela 12ª Vara Criminal da Capital e se concentra em provas relacionadas aos crimes investigados.
Os mandados foram cumpridos em Maceió, Arapiraca e União dos Palmares, e as buscas foram limitadas a elementos pertinentes à investigação, sem afetar documentos de clientes não envolvidos. A OAB foi contatada para comentar sobre a operação, mas ainda não há manifestação oficial.
A Polícia Civil de Alagoas, por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO/DECCOR), deflagrou, nesta quarta-feira (18), a Operação Lides Predatórias, com o objetivo de cumprir oito mandados judiciais de busca e apreensão em endereços pessoais e escritórios de advocacia vinculados a advogados regularmente inscritos na OAB/AL.
Os investigados são suspeitos da prática, em tese, dos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual e associação criminosa.
A ação é resultado de investigação conduzida pela DRACCO/DECCOR e foi autorizada por decisão da 12ª Vara Criminal da Capital. As diligências tiveram como finalidade a apreensão de dispositivos eletrônicos, mídias digitais, documentos físicos e outros elementos de prova relacionados aos fatos investigados.
Os mandados foram cumpridos nos municípios de Maceió, Arapiraca e União dos Palmares.
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A investigação apura a prática da chamada litigância predatória, caracterizada, neste caso, pelo ajuizamento em massa de ações judiciais supostamente fraudulentas perante o Poder Judiciário de Alagoas. Conforme os elementos apurados até o momento, documentos falsificados de pessoas residentes em outros Estados teriam sido utilizados para simular situações jurídicas inexistentes, com o objetivo de induzir o Poder Judiciário em erro e obter vantagens indevidas.
As buscas também foram restritas aos elementos relacionados aos fatos investigados, não abrangendo documentos ou processos de clientes que não tenham relação com a apuração.
O TNH1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da OAB, para saber se o órgão vai se pronunciar sobre a operação e caso haja manifestação, será incluída na reportagem.
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