Polícia investiga conduta de militares denunciados por agredir mulher com cassetetes durante show em Maceió

Publicado em 02/07/2026, às 10h40
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

Por Redação

A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas instaurou uma investigação sobre a agressão de uma mulher de 50 anos por policiais militares durante uma festividade em Maceió, o que gerou indignação e repercussão nas redes sociais.

O filho da vítima denunciou que ela foi brutalmente espancada por seis PMs do Bope, resultando em hospitalização devido aos hematomas, e expressou preocupação com a segurança e a intimidação que enfrentou após expor o caso.

A SSP/AL e a Corregedoria da Polícia Militar estão apurando os fatos e convocarão os policiais envolvidos para prestar esclarecimentos, reafirmando que não toleram desvios de conduta entre seus membros.

Resumo gerado por IA

A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) informou, na manhã desta quinta-feira (02), que já instaurou procedimento investigativo para apurar a conduta de policiais militares denunciados por agressões contra uma mulher com golpes de cassetete durante uma festividade do Dia de São Pedro no bairro Benedito Bentes, em Maceió, ocorrida no último dia 29. O caso foi denunciado pelo filho dela nas redes sociais.

Em nota, a SSP/AL destacou que acompanha as denúncias com "atenção e responsabilidade" e já apura os fatos "com o rigor técnico que o caso exige". No comunicado, também foi informado que a Corregedoria da Polícia Militar também investiga a situação e que os policiais militares denunciados serão convocados para serem ouvidos pela instituição.

Veja a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) e a Polícia Militar de Alagoas (PMAL) informam que têm acompanhado, com atenção e responsabilidade, as denúncias envolvendo militares em um evento ocorrido no último fim de semana no Benedito Bentes.

A Polícia Civil já instaurou procedimento investigativo para apurar os fatos com o rigor técnico que o caso exige. Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Militar também conduzirá sua própria apuração, em caráter administrativo, resguardando a todos os envolvidos o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Em breve, os envolvidos serão chamados a prestar esclarecimentos.

A SSP/AL e a PMAL reafirmam que não compactuam com desvios de conduta, independentemente de quem os pratique, e mantêm sua confiança no trabalho diário da tropa, que segue à disposição da sociedade alagoana.

Os resultados da apuração serão divulgados no momento oportuno, resguardando o sigilo necessário à lisura do processo e a todos os envolvidos.

A denúncia

O filho da mulher agredida divulgou, nas redes sociais, que um grupo de ao menos seis PMs lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope, desferiu golpes com cassetetes durante o evento público na última segunda-feira.

"Minha mãe foi espancada covardemente por mais de seis policiais. Ela estava no show, comemorando a festividade, na ocasião que também era aniversário dela. Estava acompanhada de sua filha, irmã, e parentes, um grupo em família de pessoas honestas e trabalhadoras, que não compactua com atividades ilegais", iniciou o filho.

"O grupo de policiais veio pelas costas dela, para passar por ela, o primeiro deu uma estocada com cassetete nas costas dela. Ela virou-se e retrucou com a fala: "Não precisa disso, é só pedir licença". Aí ela recebeu uma pancada de cassetete seguida de várias outras efetuadas pelos demais policiais da guarnição do Bope. Agrediram brutalmente e covardemente, por puro ego", continuou.

Ainda segundo ele, a mãe foi hospitalizada depois de ficar com hematomas no rosto e no corpo. "Está muito assustada e isso é inadmissível. Um grupo de policiais despreparados agredir brutalmente uma mulher que não oferecia risco [...] Eu pergunto: "a quem a gente recorre nessas ocasiões?". Quem deveria proteger foi o agressor", enfatizou.

O denunciante também declarou que recebeu ameaças depois de trazer o caso à tona, mas não especificou de quem. "Fiz as publicações, e venho sofrendo ameaças, com o intuito de intimidação. Mas não me intimido. Quantos casos já vimos parecidos? De pessoas agredidas injustamente? Que receberam abuso de autoridade e ficaram com medo de denunciar? Não irei me calar".

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