A gasolina teve uma redução de preços em postos de combustíveis no estado, com valores entre R$ 6,09 e R$ 6,13, influenciada pela substituição do combustível pelo etanol pelos consumidores.
O economista Renan Laurentino explica que essa queda é resultado do comportamento do consumidor e das intervenções do Governo Federal para controlar os preços do petróleo, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio.
Embora um acordo entre Irã e Estados Unidos tenha sido anunciado, os efeitos práticos sobre os preços do petróleo devem ser sentidos apenas nos próximos meses, com uma expectativa de estabilização dos preços após 90 dias.
A reportagem da TV Pajuçara destacou nesta segunda-feira, 15, a redução do preço da gasolina em postos de combustíveis no estado. Valores que variam entre R$ 6,09 e R$ 6,13 em determinados locais foram citados pelo Fique Alerta em entrevista com o economista Renan Laurentino.
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Segundo o especialista, a motivação para a queda dos preços tem explicação no comportamento do consumidor.
"De fato, é uma gangorra, um sobe e desce de preços. O que houve (de redução) no governo foi para o diesel. E a gasolina reduziu porque a população está substituindo a gasolina pelo etanol, que tem um preço bem competitivo, já trabalhamos com etanol há um bom tempo. Os postos entenderam que, para segurar o preço, tem que reduzir a gasolina porque as pessoas estão revertendo para o etanol. Isso é muito bom, porque é a maneira que o consumidor tem como agir, que é a substituição. Esse preço veio por conta disso, pela escolha do consumidor em usar o etanol".
Laurentino pontuou que as intervenções do Governo Federal para amenizar as consequências da disparada do valor do barril de petróleo por causa da guerra no Oriente Médio também têm ajudado a controlar os preços.
"Haverá uma redução no diesel também. O Governo Federal tem feito o seu papel de usar esse 'colchão' amortecendo por consequência desse conflito geopolítico entre Irã, Estados Unidos e Israel. Foi uma maneira eficiente de fazer. Mas a população também foi para outros lados. Usar o etanol, os carros flex, tendo a facilidade e flexibilidade, principalmente no valor, tem muita importância. Quem tem carro eletrificado também não está preocupado com isso".
Tanto Irã quanto Estados Unidos anunciaram nesse final de semana um acordo para acabar com a guerra. Mas o economista pondera que os efeitos, na prática, só deverão ser sentidos no bolso daqui a alguns meses.
"O anúncio foi agora no dia 12, mas o acordo será fechado na sexta-feira (19). O mercado irá observar esse acordo e respira aliviado. Observei há pouco, o preço do barril do petróleo estava entre 80 e 82 dólares, e já chegou a quase 120 dólares. Esse acordo envolve questões políticas e econômicas. São 60 dias só para liberar o Estreiro de Ormuz (rota marítima que fica no Irã e por onde passa aproximadamente 20% do petróleo global). Daqui que os navios abasteçam os estoques das outras economias, daqui a 90 dias a gente começa a respirar preços mais aceitáveis do barril de petróleo".
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