A chegada de temperaturas mais baixas em Minas Gerais, com um alerta amarelo do Inmet, aumenta os riscos de hipotermia e doenças respiratórias, impactando a saúde da população em todos os 853 municípios do estado.
O frio intenso, combinado com baixa umidade e poluição, é um fator que contribui para o aumento de doenças como gripes, asmas e pneumonias, especialmente entre grupos vulneráveis como idosos e crianças.
O Ministério da Saúde recomenda medidas de prevenção, como manter a hidratação, usar roupas adequadas e evitar aglomerações, além de alertar sobre a importância de aquecer os ambientes e buscar atendimento médico em casos de hipotermia.
Com a queda das temperaturas e a chegada de frio intenso, a hipotermia e as doenças respiratórias trazem riscos à saúde da população. O alerta amarelo, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), prevê queda de até 5°C nas temperaturas e é válido para todos os 853 municípios mineiros. Nesta sexta (5), Belo Horizonte bateu novo recorde de frio, registrando sensação térmica negativa.
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Riscos e prevenção da hipotermia
A hipotermia ocorre quando a temperatura corporal cai abaixo de 35°C. O problema pode ocorrer em situações de frio intenso, principalmente quando há ventos fortes e alta umidade.
Entre os principais sinais de alerta da hipotermia estão:
Prevenção
Para reduzir os riscos durante o inverno, o Ministério da Saúde faz algumas recomendações. Confira:
Aquecimento
Quem utiliza aquecedores deve verificar se os equipamentos estão em boas condições de funcionamento e garantir a ventilação dos ambientes para evitar intoxicações por monóxido de carbono.
Além disso, é recomendável manter os pés aquecidos e secos com meias de lã e calçados impermeáveis.
Atividade física
Especialistas recomendam praticar atividades físicas leves dentro de casa para estimular a circulação sanguínea. É bom evitar sair de casa sem necessidade nos horários mais frios.
Aumento das doenças respiratórias
O frio, somado à baixa umidade do ar e à maior concentração de poluentes, se torna o principal desencadeador de doenças respiratórias, como gripes e resfriados, asmas, bronquites, amidalites, pneumonias, rinites alérgicas e dores de ouvido.
Por essas doenças apresentam sintomas muito parecidos, como dores, febre acima de 38ºC, mal-estar, tosse, coriza, espirros frequentes e coceira na garganta, a população costuma confundi-las.
Com alguns cuidados é possível prevenir algumas dessas doenças. Confira algumas dicas:
Pessoas mais vulneráveis
Idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas exigem atenção redobrada, pois são mais vulneráveis aos efeitos das baixas temperaturas.
De acordo com a médica Raquel Ruthes, da Força Nacional do SUS, é importante manter os ambientes aquecidos, consumir bebidas quentes e limitar a exposição ao frio. Caso a temperatura corporal não retorne ao normal, procure atendimento médico imediatamente.
A especialista ressalta que medidas simples podem fazer a diferença na proteção da saúde durante o inverno. A conscientização e a prevenção são fundamentais para enfrentar períodos de frio intenso com mais segurança e bem-estar.
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