Saúde cria comitê para reduzir morte materna e infantil indígena

Publicado em 24/06/2026, às 09h42
Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil

Por Agência Brasil

A Secretaria de Saúde Indígena criou um Comitê de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena, que atuará dentro do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, visando diminuir essas taxas entre as populações indígenas.

O comitê será responsável por desenvolver diretrizes e estratégias específicas para cada Distrito Sanitário Especial Indígena, além de monitorar indicadores de saúde e avaliar ações nas regiões atendidas.

Entre suas atribuições, o grupo irá elaborar um Plano de Redução da Mortalidade e promover a articulação entre diferentes órgãos e comunidades, respeitando a autodeterminação dos povos e priorizando a proteção de suas culturas e territórios.

Resumo gerado por IA

A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, instituiu nesta quarta-feira (24) o Comitê de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena. O grupo atuará no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

O colegiado será responsável por propor diretrizes, estratégias e instrumentos voltados à diminuição da mortalidade materna, fetal e infantil, respeitando as especificidades de cada Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). A atuação inclui o monitoramento de indicadores de saúde, análise de fatores de risco e avaliação das ações desenvolvidas nas regiões atendidas.

Atribuições

Entre as principais competências do colegiado estão a elaboração de metodologias estratégicas e do Plano de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena, além do acompanhamento da implementação das medidas nos DSEIs.

Outra função é promover a articulação entre órgãos públicos, organizações da sociedade civil, comunidades indígenas e especialistas, incluindo representantes das medicinas tradicionais indígenas.

O grupo ainda poderá recomendar medidas para prevenir riscos epidemiológicos, especialmente em áreas com povos indígenas isolados ou de recente contato.

Nesses casos, as ações deverão seguir princípios como a precaução, o respeito à autodeterminação dos povos e a não imposição de contato, além da proteção integral à vida, às culturas e aos territórios tradicionalmente ocupados.

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