Polícia

‘Toda a comunidade sabe que ele era inocente’, diz mulher de professor morto em Piranhas

Dayane Laet | 18/02/19 - 10h58 - Atualizado em 18/02/19 - 11h13
Maria Cléa lamentou perda de companheiro | Reprodução / Arquivo Pessoal

A morte do professor Macilon Vieira de Barros, em Piranhas, interior de Alagoas, tem gerado uma onda de revolta no distrito de Piau, onde ele dava aulas de Ciências para crianças na escola rural. Segundo a família da vítima, não há dúvidas de que ele era inocente e que foi morto por vingança.

Ainda muito abalada, a esposa de Macilon, Maria Clea Ferreira Rodrigues, conversou com o TNH1 e defendeu que a versão sobre o professor ter participado de crimes é falsa e foi criada pelos acusados. “Meu marido era um homem esforçado, estudava para concursos e era querido por todos, inclusive os pais dos alunos”, assegurou a mulher.

Ela afirma que o irmão do marido, o Maciel, conhecido como "Banda", é que era envolvido com crimes, mas quem acabou pagando foi Macilon.

Um dos suspeitos de ter praticado o crime, identificado como José Pedro da Silva, foi preso. Durante entrevista, ele classificou o crime como um acerto de contas e acusou o professor de ter participado da morte de um parente, dias antes.

“Isso não é verdade. Macilon era totalmente diferente do irmão dele e só fazia o bem para todo mundo que conhecia”, defendeu Maria Clea. “Mataram um homem de bem por vingança”, disse chorando a viúva.

Veja vídeo: ‘Professor ofereceu R$ 10 mil para não morrer’, diz suspeito

O crime

A vítima participava de uma partida de futebol no ginásio de esportes da cidade, quando dois criminosos chegaram com os rostos cobertos, de moto. Macilon foi rendido, arrastado para fora do ginásio de esportes e morto a tiros de calibre 12.

O delegado responsável pelo caso, Daniel Mayer, informou ao TNH1 que ainda esta semana irá concluir o inquérito, mas não quis adiantar se as acusações feitas pelo suspeito à vitima são verdadeiras. “Ele pode alegar o que quiser, mas as investigações vão comprovar se ele está dizendo a verdade ou não”, explicou.