Interior

Torturado pelo padrastro, garoto completa 6 anos em enfermaria e posa otimista para fotos

Gilson Monteiro | 06/05/21 - 09h57 - Atualizado em 06/05/21 - 11h42

Enfrentando um drama que seria imenso até para um adulto, o garoto espancado e torturado pelo padrasto na cidade de Pão de Açúcar, Agreste do estado, começa a se recuperar pelo menos das feridas físicas. Nessa quarta-feira, dia 5, ele completou seus 6 anos de idade na ala pediátrica da Hospital de Emergência do Agreste. 

Depois de passar pela Unidade de Terapia Itensiva, apresentou melhoras, passou por um enxerto de tecido em uma das nádegas e deve receber alta na próxima semana, quando familiares o receberão com uma festa de aniversário, já que o protocolo de prevenção à Covid-19 não permite aglomerações, sobretudo em ambiente hospitalar.  

Apesar dos maus-tratos sofridos, ainda lhe restou alegria para fazer poses otimistas para a câmera fotográfica ao receber presentes dos profissionais da enfermaria, em companhia da mãe. 

O drama do garoto

O menor deu entrada no Hospital de Emergência na noite de 21 de abril com vários hematomas, um ferimento profundo na nádega, além de suspeita de fratura no quadril. A princípio, a criança foi atendida em um posto de saúde de Pão de Açúcar sob a informação da própria mãe de que teria levado uma queda de cavalo.

A equipe médica desconfiou da versão e acionou a polícia. Indagada, a mãe confessou que, na verdade, o menino havia sido espancado pelo padrasto e que ela própria e a outra filha de 9 anos também eram vítimas do homem.

Antes de chegar no HEA, transferida de Pão de Açúcar, a criança ainda viveu momentos de tensão, após a ambulância em que ela viajava apresentar uma pane e pegar fogo. 

O padrasto da criança foi preso por policiais militares e sua prisão preventiva já foi solicitada pelo pela promotoria de Justiça de Pão de Açúcar. Ele confessou as agressões. Segundo a mãe da criança, ela e os dois filhos, o menino de 5 anos, e a menina de 9, eram constantemente espancados pelo homem. O alvo principal era o menino, por quem o homem nutria ciúmes devido ao tratamento carinhoso que a criança recebia da mãe.