TSE sugere selo para premiar institutos de pesquisas eleitorais e recebe críticas

Publicado em 14/07/2026, às 16h12
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução / EBC
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução / EBC

Por Agência Brasil

O presidente do TSE, Nunes Marques, propôs a criação de um selo para premiar institutos de pesquisa que acertarem os resultados das eleições de outubro, visando reconhecer a acurácia das pesquisas eleitorais após a suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel.

A proposta surge em um contexto de crescente atenção sobre a precisão das pesquisas, com a ABEP destacando que as pesquisas refletem intenções de voto no momento da coleta e não garantem resultados futuros, alertando para a confusão entre ciência e previsões.

O TSE abriu um prazo até sexta-feira (17) para receber sugestões sobre os critérios do selo, enquanto a ABEP expressou preocupação com a possibilidade de a Justiça Eleitoral atuar como árbitro da qualidade das pesquisas, enfatizando a necessidade de diálogo com a comunidade científica.

Resumo gerado por IA

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, sugeriu nesta terça-feira (14) a criação de um selo para premiar os institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições de outubro.

A proposta foi feita durante reunião com representantes dos institutos de pesquisa. O encontro foi marcado para discutir novas balizas para a divulgação dos levantamentos após a decisão do TSE que suspendeu uma pesquisa de intenção de voto da AtlasIntel para a presidência da República.

No entendimento de Nunes Marques, o Selo Acurácia Eleitoral pretende reconhecer o trabalho dos institutos com "maior grau de aderência aos resultados oficiais".

"Trata-se de um mecanismo que visa à valorização das boas práticas e ao permanente aperfeiçoamento técnico das pesquisas eleitorais, por meio do reconhecimento público às empresas que demonstrarem elevada acurácia em seus resultados", justificou o ministro.

Após o anúncio do presidente, o TSE abriu prazo para receber, até a próxima sexta-feira (17), sugestões para a definição dos critérios para a escolha dos vencedores do selo.

Outro lado

Em nota, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) criticou a proposta e ressaltou que as pesquisas medem a intenção de voto no momento em que são realizadas e não são "previsões nem promessas de resultado".

"Entre a entrevista e a votação, eleitores mudam de opinião, deixam de votar ou alteram seu comportamento. Exigir que uma pesquisa acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal", afirmou a entidade.

A ABEP também demostrou preocupação com a intenção da Justiça Eleitoral de "assumir o papel de árbitro" da qualidade das pesquisas.

"Entendemos que iniciativas dessa natureza precisam ser construídas em diálogo com a comunidade científica e com os institutos de pesquisa, para que não acabem estimulando práticas oportunistas e desvalorizando o rigor metodológico que deve orientar toda pesquisa séria", completou.

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