A Granja Tres Arroyos suspendeu a produção de sua fábrica em Capitán Sarmiento, na província de Buenos Aires, na Argentina, e orientou os funcionários a não comparecerem ao trabalho enquanto a unidade permanecer parada.
A medida entrou em vigor na segunda-feira (31) e não tem prazo definido para terminar. Segundo um comunicado interno obtido pelo Infobae e por veículos argentinos, a empresa atribuiu a decisão à falta de fornecimento de energia elétrica e a outros problemas operacionais e produtivos.
O documento informa que as atividades permanecerão suspensas “até novo aviso” e que trabalhadores só devem retornar caso sejam convocados por responsáveis da fábrica.
Funcionários aguardavam retomada
A interrupção da energia já afetava a unidade antes da paralisação. Julio Chamorro, secretário gremial ligado aos trabalhadores da Granja Tres Arroyos, informou à imprensa argentina que havia expectativa de normalização do serviço, mas os funcionários foram posteriormente comunicados de que não deveriam retornar à fábrica.
Ao mesmo tempo, surgiram dúvidas entre os trabalhadores sobre a duração da medida. Fontes ouvidas pelo Infobae afirmaram que equipamentos pertencentes a empresas terceirizadas foram retirados do local e que integrantes da direção também retiraram objetos de escritórios e depósitos.
Essas informações foram atribuídas pelo veículo a funcionários e pessoas próximas à operação e não foram confirmadas publicamente pela companhia. O Infobae informou ainda que a Granja Tres Arroyos não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos para a reportagem.
Paralisação ocorre durante crise financeira
A situação da fábrica de Capitán Sarmiento ocorre em meio a uma reestruturação da empresa. A Granja Tres Arroyos negocia com credores uma dívida estimada em US$ 350,9 milhões, segundo documentos obtidos pelo Infobae. A proposta analisada neste ano prevê diferentes condições de pagamento, incluindo prazos de até sete anos e venda de ativos.
Outra unidade, em Tristán Suárez, uma fábrica foi fechada com 200 desligamentos em um quadro de 270 pessoas. Já unidades em Córdoba, Entre Ríos e outras regiões tiveram períodos de paralisação, redução de atividade ou demissões.
Até esta quarta-feira (2), não havia sido divulgada uma data para a retomada da produção.





