Segundo pesquisadores da Universidade de New South Wales, na Austrália, em estudo publicado no British Medical Journal, a maior parte da gordura eliminada deixa o corpo pelos pulmões, na forma de gás.
Cálculo mostra que 8,4 kg de cada 10 viram dióxido de carbono
O tecido adiposo é composto majoritariamente por triglicerídeos, moléculas formadas por carbono, hidrogênio e oxigênio. Quando o organismo utiliza essas moléculas como fonte de energia, os átomos que as compõem não desaparecem: apenas se reorganizam em outras substâncias.
Os pesquisadores Ruben Meerman e Andrew Brown calcularam essa distribuição com precisão, de cada 10 quilos de gordura perdidos, 8,4 quilos saem pelos pulmões como dióxido de carbono, e 1,6 quilo se transforma em água, eliminada pela urina, pelo suor e também pela respiração.
O resultado segue diretamente a lei da conservação das massas, formulada pelo químico francês Antoine Lavoisier no século 18: na natureza, nada se cria e nada se perde, tudo se transforma.
Aplicado ao corpo humano, o princípio explica por que é fisicamente impossível eliminar gordura sem que ela vá parar em algum lugar mensurável, ainda que invisível a olho nu.
Ritmo da respiração não interfere na velocidade do emagrecimento
O estudo também refuta um raciocínio equivocado, mas recorrente: já que parte considerável da gordura sai pela respiração, respirar com mais frequência não acelera a perda de peso.
Segundo os próprios autores da pesquisa, a única forma comprovada de reduzir a gordura corporal continua sendo o equilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético do organismo, sem atalhos possíveis por meio da frequência respiratória.
A perda de peso não elimina as células de gordura do corpo. O processo reduz o tamanho dos adipócitos, células responsáveis por armazenar gordura, que podem voltar a se expandir caso o peso perdido seja recuperado ao longo do tempo.





