Ryan Hulance tem 13 anos e mora em Solihull, município próximo a Birmingham, na Inglaterra. Nos últimos três anos, ele coletou cerca de 1,5 milhão de latas de alumínio e arrecadou o equivalente a US$ 22,5 mil para famílias em situação de vulnerabilidade. Mas tudo começou com uma greve.

Como surgiu o projeto
Em 2023, funcionários municipais de Birmingham entraram em greve e o lixo parou de ser recolhido pelas ruas, então, Ryan, que tinha 10 anos na época, começou a pedir a vizinhos e estabelecimentos que guardassem as latas vazias em vez de jogá-las no lixo.
No início, as latas eram estocadas no garagem da família e para reduzir volume, ele as amassava uma por uma.
Com o tempo, os pais viram o projeto crescer e ajudaram a formalizá-lo, juntos, registraram a We Can CIC, uma empresa de interesse comunitário.
Com doações de apoiadores, a família adquiriu uma prensa industrial para alumínio, o que permitiu processar mais material e vender o metal com mais eficiência para sucateiros da região.
Uma rotina de 20 horas semanais
Ryan coleta, separa e processa as latas fora do horário escolar, numa rotina que chega a 20 horas por semana, como um trabalho meio período.
O dinheiro arrecadado vai para causas sociais, principalmente para abastecer famílias que precisam de alimentos. O objetivo agora é expandir a rede de colaboradores para superar a marca de uma tonelada de alumínio processada por mês e tornar o modelo replicável em outras cidades britânicas.
A reciclagem de alumínio tem uma vantagem que poucos materiais oferecem: o metal pode ser fundido e reutilizado indefinidamente sem perder qualidade, e o processo consome cerca de 95% menos energia do que a produção de alumínio a partir do minério bruto, segundo a Aluminium Association.





