O box sem batente, também chamado de ducha a nível do solo, está presente em cada vez mais reformas de banheiro.
Este modelo elimina o degrau ou a borda que separa o piso seco do molhado, criando uma continuidade de superfície que muda a forma como o ambiente é percebido visualmente.
Modelo ganha espaço
As arquitetas Andrea Arqués e Marta Miñarro, consultadas pela publicação espanhola El Mueble, apontam dois motivos principais.
Sem a interrupção do batente e sem paredes altas de box, o olho percorre o cômodo sem obstáculos, o que faz o banheiro parecer maior do que é.
Já pela funcionalidade, a ausência de degrau facilita o acesso ao chuveiro para idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou simplesmente para quem quer entrar e sair sem cruzar uma barreira.
Essa segunda razão explica por que o modelo aparece com frequência em projetos de acessibilidade residencial, onde costuma ser acompanhado de assento integrado, barra de apoio, piso antiderrapante e ducha de mão com cabo longo.

Como funciona na prática
Sem o batente para conter a água, a contenção depende de dois elementos: a inclinação do piso em direção ao ralo e a impermeabilização contínua da área molhada.
O ralo linear, que substitui a grelha redonda tradicional, facilita esse trabalho porque permite que a pendente siga uma única direção, com mais eficiência.
Arqués e Miñarro alertam que um projeto malfeito cria exatamente o problema oposto ao pretendido: água escapando para o restante do banheiro, umidade acumulada na estrutura e manchas de mofo difíceis de tratar. Por isso, a recomendação é que o projeto das pendentes e o sistema de impermeabilização sejam definidos antes de qualquer revestimento, não depois.
Os manuais técnicos do setor reforçam que o revestimento cerâmico, por si só, não impermeabiliza: a proteção precisa ser aplicada sobre a estrutura com materiais específicos para zonas úmidas, antes de assentar azulejos ou porcelanato.





