A oficialização da saída de Pedro Morelli do Corinthians ocorreu na última quarta-feira e foi publicada no Boletim Informativo Diário da CBF. O desligamento do atacante de 16 anos, que estava no centro de uma disputa com o Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro, representa a principal ação tomada pelo clube paulista para tentar reverter sua exclusão da entidade, da qual foi alvo no início do ano passado.
A origem do conflito remonta à transferência do atleta, que chegou ao Parque São Jorge após defender as categorias de base do Palmeiras. O clube rival formalizou uma denúncia por suposto aliciamento, o que levou o MCF, entidade que regula a conduta dos clubes em relação a atletas na faixa etária entre 10 e 14 anos, a suspender o Corinthians de suas atividades.

A diretoria alvinegra acreditava que a liberação do jovem seria suficiente para reverter a decisão, mas, até o momento, o movimento não se pronunciou favoravelmente, mantendo o impasse.
Corinthians e Palmeiras chegaram a negociar uma solução
Em maio, Corinthians e Palmeiras chegaram a negociar uma solução que previa a divisão dos direitos econômicos do jogador, com a condição de que a família do atleta cedesse os 50% que detinha ao rival. A proposta, contudo, foi rejeitada, inviabilizando o acordo.
Com a falta de consenso, os departamentos internos do Corinthians optaram pela liberação do atleta. Pedro Morelli já vinha perdendo espaço no time Sub-17, deixou de ser relacionado para jogos e também passou a não participar dos treinamentos. A dispensa estava encaminhada desde a semana anterior e aguardava apenas a aprovação do presidente Osmar Stabile.
O caso expõe as dificuldades dos clubes em lidar com as regras do MCF e os limites da negociação entre as partes envolvidas. Enquanto o Corinthians aguarda uma posição do movimento para regularizar sua situação, a liberação do atacante simboliza um desfecho parcial de um episódio que se arrasta há meses.





