A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o crescimento preocupante dos casos de câncer. A previsão é de que, sem medidas adequadas, os diagnósticos anuais possam aumentar de 20,6 milhões em 2024 para quase 35 milhões até 2050.
Hoje, a realidade é que menos de um terço dos países inclui o tratamento do câncer em seus pacotes de cobertura universal de saúde. Essa falta de acesso contribui para desafios financeiros significativos, especialmente em nações de baixa renda, onde a sobrevivência ao câncer é menor. Analises mais pessimistas apontam que os casos de câncer no mundo podem até dobrar.
Disparidades
A OMS aponta que a disparidade no tratamento afeta a sobrevivência dos pacientes. Em países ricos, 87% das mulheres com câncer de mama sobrevivem ao menos cinco anos após o diagnóstico. Esse número cai para 42% em nações mais pobres. Além das barreiras financeiras, a falta de infraestrutura médica adequada é um fator crítico.
A desigualdade no acesso ao tratamento e a cobertura ampla para o câncer são questões urgentes. Apenas 28% dos países incorporam essa cobertura em seus sistemas de saúde, expondo pacientes a custos elevados e tratamentos inadequados.
Políticas preventivas
Para enfrentar o crescimento projetado de casos de câncer, medidas preventivas são vistas como cruciais. A OMS destaca a importância de políticas robustas, como programas de controle do tabaco, campanhas de vacinação contra o HPV e hepatite, além da redução do consumo de álcool e estímulo à atividade física.
Até 40% dos casos de câncer podem ser prevenidos com a eliminação de fatores de risco modificáveis. A prevenção não apenas salva vidas, mas reduz significativamente os custos com tratamentos médicos e os impactos socioeconômicos da doença.
O câncer afeta mais do que a saúde física. Estima-se que cerca de 45% das famílias de pacientes enfrentam dificuldades econômicas graves devido aos custos de tratamento e à perda de produtividade. O impacto é agravado em lares onde o cuidador principal não é remunerado. O câncer de pulmão, em particular, continua sendo o tipo mais letal.





