Tecnologia, energia renovável, alimentos e fertilizantes estão entre os setores que sustentam as fortunas dos 255 bilionários que o Brasil tem em 2026.
É no Sudeste que mora a maior parte desse dinheiro, já que a região responde por quase 60% dos nomes listados.
Para chegar a esse retrato, a Forbes publicou um levantamento sobre quem é a pessoa mais rica de cada estado do Brasil, considerando apenas onde cada bilionário nasceu, e não a cidade em que vive ou onde sua empresa tem sede.
É justamente essa escolha metodológica que faz com que estados inteiros fiquem fora da lista, alterando de forma expressiva como os nomes se espalham pelo mapa do país.
O bilionário mais rico de cada estado do Brasil pode não ser quem você imagina
São Paulo vem em primeiro lugar, com 95 bilionários concentrando cerca de R$ 593 bilhões. O destaque é o bilionário Eduardo Luiz Saverin, um dos fundadores do Facebook, que possui R$ 162,9 bilhões.
Rio de Janeiro vem a seguir com 37 bilionários e R$ 600,8 bilhões no total, tendo Jorge Paulo Lemann, de 86 anos, como o mais rico com R$ 103,5 bilhões obtidos na AB InBev e 3G Capital.
Santa Catarina ocupa a segunda posição em quantidade de nomes com 38 bilionários, impulsionada por herdeiros de grandes empresas.
Alceu Elias Feldmann, de 76 anos, lidera o estado com R$ 19,2 bilhões originários da Fertipar.
Os demais estados apresentam personagens de setores diversos.
Em Goiás, Joesley Mendonça Batista, de 54 anos, acumula R$ 21,9 bilhões na JBS.
No Ceará, Mário Araújo Alencar Araripe, de 71 anos, construiu R$ 20,3 bilhões com a Casa dos Ventos, empresa de energia renovável.
Minas Gerais segue tendência diferente com Luana Lopes Lara, apenas 30 anos, sendo a mais jovem bilionária do ranking com R$ 13,4 bilhões ligados à Kalshi.
No Rio Grande do Sul, Lírio Albino Parisotto, de 72 anos, detém R$ 14,2 bilhões relacionados à Videolar e investimentos em bolsa de valores.
O Paraná tem Artur Noemio Grynbaum, de 57 anos, com R$ 8,7 bilhões acumulados no O Boticário.
Os estados que não aparecem na lista
Nenhum bilionário nascido nos sete estados da região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) figura no levantamento.
A ausência se repete no Piauí e Sergipe, no Nordeste, além de Mato Grosso e Distrito Federal, no Centro-Oeste.
A razão está no método adotado pela Forbes: considera estritamente a naturalidade do bilionário, não sua residência ou onde a empresa está sediada.
Para calcular as fortunas, a Forbes se baseia principalmente na cotação de fechamento das ações negociadas em bolsa no dia 30 de junho de 2026.
Bens pessoais como imóveis, aviões ou obras de arte entram no cálculo apenas com confirmação oficial mediante dados públicos ou auditados.
Essa metodologia deixa de fora fortunas mantidas em empresas fechadas sem capital aberto.
Empresários nascidos em outros estados que hoje atuam nessas regiões entram na contagem de suas terras natais, enquanto sua riqueza fica registrada em outro lugar.





