A casca do abacate, normalmente descartada junto com o caroço, concentra compostos bioativos associados à prevenção de doenças crônicas.
A conclusão é de um estudo publicado na revista científica MDPI, conduzido por pesquisadores da África do Sul, que identificaram na casca flavonoides, polifenóis e antioxidantes ligados à redução de risco de diabetes e problemas cardiovasculares.
Fibras da casca auxiliam digestão e controle de peso
Segundo o levantamento, a casca também concentra alto teor de fibras, nutriente que favorece a digestão e pode ajudar no controle do peso corporal.
Os pesquisadores defendem que incorporar a casca à alimentação, em vez de descartá-la, é uma forma sustentável de reduzir o desperdício doméstico e aproveitar nutrientes já presentes na fruta comprada.
Já o caroço do abacate, também descartado na maioria das vezes, não é comestível, mas pode virar chás e extratos. Diferente da casca, porém, seus possíveis benefícios à saúde ainda carecem de comprovação científica mais robusta.
No jardim, casca vira adubo e vaso biodegradável
Fora da cozinha, a casca se decompõe mais rápido que a maior parte dos resíduos orgânicos, o que a torna aliada eficiente da compostagem: rica em potássio e outros minerais, fortalece o solo como fertilizante natural quando cortada em pedaços pequenos antes de ir à terra.
Suas metades também funcionam como vasos biodegradáveis para germinar sementes, bastando preenchê-las com terra até a muda estar pronta para o transplante.
Casca também rende enxágue capilar e esfoliante caseiro
No cuidado pessoal, ferver a casca em água produz uma infusão usada como enxágue capilar após o xampu, associada por relatos populares a mais brilho e força nos fios.
A parte interna, que ainda guarda resíduos da polpa, funciona como esfoliante natural para a pele, rica em óleos e antioxidantes que ajudam a remover células mortas.





