Uma mudança recente no aplicativo Meu INSS está alterando a forma como aposentados e pensionistas acessam seus dados — especialmente quando outra pessoa precisa ajudar no uso do sistema.
Desde o fim de 2025, entrou em funcionamento a chamada procuração eletrônica, um recurso que exige autorização formal para que terceiros possam consultar informações do segurado. Na prática, isso significa que familiares ou cuidadores não podem mais simplesmente usar a senha do idoso para acessar o aplicativo.
Procuração digital passa a ser obrigatória para acesso por terceiros
A principal mudança é justamente essa: se outra pessoa quiser acessar o Meu INSS, será necessário fazer um cadastro oficial de autorização dentro do sistema. Esse processo funciona como uma “procuração digital”, que define quem pode acessar e o que pode ser visualizado.
Com a nova regra, o segurado precisa indicar um representante e liberar apenas determinados serviços, como consulta de benefícios ou documentos. Não é possível, por exemplo, fazer alterações cadastrais ou novos pedidos usando essa autorização.
Outro ponto importante é a segurança. Tanto o titular quanto o representante precisam ter conta no portal gov.br com nível de segurança mais alto, o que pode exigir reconhecimento facial ou validação bancária. Também é necessário ativar a verificação em duas etapas.
A mudança busca evitar fraudes e proteger dados sensíveis, mas pode exigir adaptação — principalmente por parte de idosos que dependem de ajuda para acessar serviços digitais.
Por outro lado, o novo modelo traz mais controle: o segurado pode cancelar a autorização a qualquer momento, diretamente pelo sistema.
Especialistas recomendam que familiares auxiliem no cadastro da procuração para evitar bloqueios ou dificuldades no acesso. A tendência é que esse tipo de exigência se torne cada vez mais comum nos serviços públicos digitais.





