O primeiro evento astronômico do ano vai marcar os céus dia 3 de março. Trata-se de um eclipse lunar total, fenômeno que ocorre quando Sol, Terra e Lua se alinham e o satélite natural entra completamente na sombra do planeta. O evento é conhecido como “Lua de Sangue”, por causa do tom avermelhado que a Lua adquire durante o auge do eclipse.
Em 2026, esse será um dos acontecimentos astronômicos mais aguardados do ano. Segundo especialistas, o fenômeno poderá ser visto, ainda que parcialmente, em estados como Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará e Mato Grosso. Diferentemente dos eclipses solares, que exigem filtros específicos, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem riscos para a visão.
Por que a Lua fica vermelha?
A coloração característica surge porque a luz do Sol atravessa a atmosfera da Terra antes de alcançar a Lua. Nesse trajeto, os tons azulados se dispersam, enquanto os avermelhados seguem adiante e iluminam o satélite, criando o efeito que lembra o pôr do sol.
O eclipse total acontece em etapas: primeiro, a Lua entra na penumbra, depois na umbra, até ficar totalmente encoberta. Na fase máxima, o disco lunar assume tons que variam do cobre ao vermelho escuro, antes de tudo voltar ao normal.
Astrônomos recomendam observar o fenômeno em locais com pouca poluição luminosa e céu aberto. Binóculos e telescópios não são obrigatórios, mas ajudam a enxergar detalhes. Para quem gosta de fotografia, tripés e exposições mais longas fazem diferença. O evento abre um ano de céu movimentado.
Além do espetáculo, o fenômeno ajuda cientistas a estudar a atmosfera terrestre, porque a intensidade da cor revela partículas em suspensão, poeira e variações na composição do ar ao longo do trajeto da luz solar em nosso planeta hoje.





