Se você tem pavor de cobras, com certeza vai ver este animal como um “monstro”. Estamos falando de uma das serpentes mais impressionantes já registradas no Brasil e que voltou a aparecer após cerca de quatro anos sem ser vista. Trata-se da sucuri conhecida como “Cotoca”, que está na faixa de 6 metros de comprimento e possivelmente foi flagrada novamente na região do Rio São Francisco, em Minas Gerais, impressionando observadores.
O novo registro foi feito pelos observadores Matheus Araujo e Gabriel Camargos durante uma expedição em uma área rural de Lagoa da Prata, no Centro-Oeste mineiro. Eles notaram que o réptil tem marcas no corpo e a ausência de parte da cauda, mesmas características observadas na Cotoca, que foi vista pela primeira vez em 2022.
Segundo o vídeo publicado no YouTube, a região apresentava uma concentração incomum de sucuris machos, o que pode indicar um período reprodutivo ativo envolvendo uma grande fêmea, possivelmente a própria Cotoca, que vem liberando feromônios, o que pode atrair parceiros, mesmo que estejam a quilômetros de distância.
Por que o reaparecimento chamou tanta atenção
O principal fator por trás da repercussão é o tamanho do animal. As imagens compartilhadas pelos exploradores mostram uma serpente com proporções muito acima do padrão normalmente encontrado em ambiente natural.
A espécie conhecida como sucuri-verde pode atingir grandes dimensões, mas exemplares acima de 6 metros são considerados extremamente raros. De acordo com informações do Instituto Butantan reproduzidas pela National Geographic Brasil, a sucuri é a cobra mais pesada do planeta e uma das maiores em comprimento.
Isso ajuda a explicar por que animais gigantes acabam se tornando praticamente “lendas locais” em determinadas regiões do Brasil. Em muitos casos, eles passam anos sem aparecer novamente, principalmente devido ao comportamento semiaquático da espécie e à dificuldade de monitoramento em rios e áreas alagadas.
O Brasil já registrou outras sucuris gigantes
O caso também relembrou outro episódio recente envolvendo serpentes gigantes no país. Em 2024, uma sucuri de 6,45 metros encontrada morta em Bonito, no Mato Grosso do Sul, foi apontada por especialistas como possivelmente o maior exemplar já registrado da espécie.
A cobra, chamada de Ana Julia, virou símbolo regional por aparecer frequentemente em registros turísticos e documentários ambientais. O caso ganhou grande repercussão porque exemplares desse porte possuem papel importante no equilíbrio ecológico.
Isso acontece porque grandes sucuris ocupam o topo da cadeia alimentar em áreas alagadas e ajudam no controle populacional de diferentes espécies.





