Embora seja antigo, o fenômeno “El Niño”, que é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico, só começou monitorado pela ciência no século XX, mas já registrou diversos picos históricos desde o início das medições.
E vale destacar que, segundo projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo, o evento climático pode quebrar um novo recorde muito em breve, tendo em vista que um “super El Niño” está previsto para se formar entre o fim de 2026 e o início de 2027.
De acordo com especialistas, o fenômeno tem potencial para se tornar o mais intenso em cerca de 140 anos. E conforme divulgado pela empresa de consultoria MetSul Meteorologia, a situação pode ser crítica principalmente para dois estados brasileiros.
Isso porque o Paraná e Santa Catarina, na região Sul do país, despontam como as primeiras áreas do território nacional a registrar anomalias climáticas induzidas pelo El Niño, enfrentando tempestades e volumes de chuva muito acima de qualquer média histórica.
As primeiras mudanças no tempo já começam a aparecer nesta primeira semana de junho. E como a tendência é que o fenômeno ganhe ainda mais força no segundo semestre, os governos locais já alertam que a preparação precoce é fundamental para evitar tragédias.
Impactos do super El Niño podem afetar outro estado da região Sul
Ainda de acordo com as informações divulgadas pelo MetSul, durante a primavera, que se estende de meados de agosto até o fim de novembro, o Rio Grande do Sul também pode lidar com os efeitos do El Niño.
Diversas cidades gaúchas, principalmente as localizadas na metade oeste do estado, estão sob risco de registrar mais de 500 mm de chuva em um único mês, sendo esse um volume capaz de causar severas inundações.
Para tentar reduzir os riscos, os governos locais deram início a uma série de medidas imediatas, como o desassoreamento de rios e a limpeza de bueiros, em paralelo com a emissão de alertas preventivos às populações residentes em áreas de vulnerabilidade.





