Conhecido pelo apelido assustador, o “Trem da Morte” voltou ao noticiário sul-americano ao retomar o transporte de passageiros após seis anos de interrupção.
O passeio ferroviário, que liga a fronteira do Brasil à Bolívia, agora aposta em uma proposta mais turística, organizada e confortável. A passagem custa cerca de R$ 170 por pessoa e atrai viajantes em busca de paisagens, história e uma experiência fora do comum.
A operação foi retomada no fim de fevereiro e parte de Puerto Quijarro, na fronteira com o Brasil, seguindo até Santa Cruz de la Sierra, principal centro econômico boliviano. O percurso cruza pequenas cidades, áreas de vegetação preservada e regiões pouco exploradas pelo turismo tradicional.
Trem da Morte Brasil–Bolívia: como funciona o passeio, preço e rota
O trajeto é operado pela Empresa Ferroviária Oriental e utiliza um ferrobús com capacidade para 42 passageiros. Segundo autoridades bolivianas, a expectativa é de alta taxa de ocupação, especialmente entre turistas estrangeiros. Os bilhetes são vendidos pela internet e devem ser pagos em moeda boliviana ou dólar.
Para brasileiros, o embarque exige apenas os procedimentos migratórios básicos. É necessário registrar saída do Brasil em Corumbá e realizar a entrada na Bolívia logo após a ponte internacional, apresentando RG em bom estado ou passaporte válido. Não há cobrança de taxas.
O apelido “Trem da Morte” surgiu na década de 1950, quando o percurso era marcado por precariedade, falta de higiene e riscos à saúde. Naquela época, o trem chegou a ser associado ao transporte de doentes e vítimas de epidemias. Hoje, o cenário é outro: o nome ficou, mas a experiência mudou.
Com foco no turismo ferroviário e na integração regional, o antigo trem ressurge como uma das viagens mais curiosas da América do Sul — misturando passado intenso, paisagens únicas e um preço acessível para quem busca aventura sobre trilhos.





