Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras, foi libertado de uma prisão nos Estados Unidos após receber um perdão presidencial de Donald Trump. Hernández havia sido condenado a 45 anos de reclusão por tráfico de drogas e posse de armas.
O perdão ocorreu nesta terça-feira, 2 de dezembro, com a decisão do governo Trump sendo cada vez mais comentada em meio às eleições presidenciais em Honduras. Trump, ao justificar a ação, alegou que Hernández foi vítima de uma perseguição política liderada pela administração Biden.
Impacto político em Honduras
A libertação de Hernández trouxe consequências políticas relevantes no momento em que Honduras passa por uma eleição presidencial. Trump manifestou apoio ao candidato conservador Nasry Asfura, do Partido Nacional, o mesmo de Hernández.
Em contraste, Salvador Nasralla, principal adversário de Asfura, lidera o Partido Liberal. A suspensão da ajuda emergencial dos EUA para Honduras, caso Asfura não vença, foi um ponto significativo nas negociações políticas.
Perdões presidenciais de Trump
O uso recorrente do poder de perdão por Trump chamou a atenção. Hernández foi acusado de facilitar o transporte de mais de 400 toneladas de cocaína para os Estados Unidos, algo que gerou críticas sobre a coerência dos esforços norte-americanos no combate ao narcotráfico.
A libertação de Hernández destacou a estratégia de Trump de utilizar perdões como ferramenta política.
A decisão de Trump gerou reações contraditórias. Críticos, incluindo legisladores democratas, apontaram que o perdão enfraquece a credibilidade dos Estados Unidos na luta contra o narcotráfico. Já defensores do perdão argumentaram que o julgamento de Hernández apresentou falhas processuais. A esposa de Hernández, Ana García, agradeceu a Trump publicamente.





