O recente desligamento de cerca de 1.000 funcionários remotos pelo Itaú reacendeu o debate sobre o futuro do home office no Brasil. A decisão, baseada em registros de uso do computador, levantou questionamentos sobre produtividade, monitoramento digital e limites da modalidade remota, que ganhou força durante a pandemia.
Especialistas indicam que grandes empresas, principalmente do setor financeiro, estão incentivando o retorno ao trabalho presencial ou híbrido. Segundo especialistas o home office é legítimo, mas sua adoção depende da escolha do empregador, seja parcial ou integral.
A era do home office sob revisão: especialistas apontam mudanças drásticas
O uso de softwares de controle de desempenho tornou-se comum, já que os equipamentos fornecidos são da empresa. Desde que respeitados os limites de privacidade, o monitoramento é legalmente aceito. Advogados explicam que apenas ligar o computador sem cumprir tarefas pode configurar falta grave, justificando até a demissão por justa causa, mas advertências e suspensões devem preceder punições extremas.
Trabalhar remotamente pode exigir mais do que um trabalho presencial em questões de disciplina, entrega e presença. Além disso, desligamentos em larga escala podem ser enquadrados como demissões coletivas, exigindo diálogo com sindicatos para evitar questionamentos legais.
O monitoramento do trabalho, apontam especialistas, deve seguir a LGPD, com clareza, proporcionalidade e transparência. Certos reajustes tanto no modelo remoto ou híbrido são normais e benéficos, mas saídas podem ocorrer quando colaboradores não se adaptam.
O Itaú afirmou que os desligamentos foram resultado de “revisão criteriosa de condutas e registros de jornada”, representando menos de 1% de sua força de trabalho no Brasil. Especialistas reforçam que o episódio evidencia a necessidade de métricas claras, gestão por resultados e disciplina, lembrando que a flexibilidade do home office exige comprometimento, transparência e produtividade real.





