O Governo Federal projeta alcançar a marca de 20 milhões de brasileiros fora da pobreza ainda em 2025, segundo afirmou nesta quinta-feira (18) o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT). A declaração foi dada durante entrevista ao programa Acorda Metrópoles e reforça o discurso do Palácio do Planalto sobre os resultados das políticas sociais adotadas desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o ministro, 14 milhões de pessoas já deixaram a pobreza entre 2023 e 2025, resultado atribuído principalmente à retomada e ao fortalecimento de programas como o Cadastro Único e o Bolsa Família.
Avanço social e manutenção da proteção
Wellington Dias destacou que a saída da pobreza não significa a exclusão automática das famílias do Cadastro Único. Segundo ele, o modelo foi pensado justamente para garantir proteção social em momentos de instabilidade econômica.
“Quando a gente tira 14 milhões de pessoas da pobreza, acho que vamos alcançar 20 milhões neste ano. São mais de 2 milhões de famílias que estavam no Cadastro Único saindo da pobreza. Quando sai da pobreza, não sai do cadastro. Se lá na frente perder o emprego, não volta para a fome, volta para o Bolsa Família”, afirmou o ministro.
Queda expressiva da extrema pobreza
Os dados apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento Social indicam uma redução significativa da extrema pobreza no país. Em 2023, o Brasil registrava 26,1 milhões de domicílios em situação de extrema vulnerabilidade. Já em julho de 2025, esse número caiu para 19,56 milhões, representando uma redução de aproximadamente 25% em dois anos.
O critério adotado considera famílias com renda mensal inferior a R$ 218 por pessoa, parâmetro utilizado internacionalmente para medir a extrema pobreza.
Aumento de renda e impacto direto nas famílias
Segundo Wellington Dias, 6,55 milhões de famílias elevaram seu patamar de renda acima do limite da extrema pobreza no período analisado. Em números absolutos, isso representa 14,17 milhões de pessoas que passaram a ter melhores condições de vida, com maior acesso a alimentação, serviços básicos e oportunidades de inserção econômica.
O ministro ressaltou que o foco das políticas públicas vai além da transferência de renda, buscando criar condições para a autonomia financeira das famílias, sem abrir mão de uma rede de proteção social.





