Em 2017, pela primeira vez, o Hospital Estadual Central, em Vitória, Espírito Santo, realizou uma cirurgia cerebral inovadora com o paciente acordado. Coordenada pelo neurocirurgião Leandro de Assis Barbosa, a operação foi destinada a um paciente com epilepsia, cuja lesão estava próxima a áreas críticas, como fala e cálculos. Este tipo de operação minimiza o risco de sequelas neurológicas, permitindo uma recuperação mais rápida.
Durante o procedimento, enquanto um médico realizava a cirurgia, outro interagia com o paciente, monitorando funções essenciais como leitura e cálculos. Essa abordagem garante que a operação não afete áreas vitais do cérebro, tornando-a uma alternativa segura e eficaz.
Avanços cirúrgicos no Espírito Santo
O Espírito Santo se juntou a um grupo de estados que incorporam esta técnica em hospitais públicos. A adoção de equipamentos modernos, como neuronavegação e ressonância magnética intraoperatória, assegura maior precisão durante os procedimentos.
Apesar de não ser uma inovação recente na neurocirurgia, a implementação em hospitais do SUS representa um avanço importante.
Esse método não só amplia as possibilidades de tratamento, como também posiciona o Espírito Santo como um exemplo de excelência em neurocirurgia dentro do SUS. Ele não só facilita o acesso a tratamentos de alta complexidade, mas também oferece maior segurança aos pacientes.
Benefícios ao paciente
Com o paciente acordado, os cirurgiões realizam testes em tempo real, assegurando que a ressecção do tumor não comprometa funções críticas. A participação ativa do paciente durante a cirurgia melhora o mapeamento das funções cerebrais, reduzindo o tempo de internação em UTIs.
Essa abordagem transforma a maneira tradicional de realizar neurocirurgias, proporcionando uma vantagem significativa em operações em regiões funcionais como a fala e a motricidade.





