A proposta de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais sofreu um revés nesta quarta-feira (24), em Brasília. A medida, que poderia beneficiar cerca de 10 milhões de contribuintes, acabou envolvida em impasses políticos dentro da Câmara dos Deputados.
O relator do Projeto de Lei da Dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), se reuniu com a bancada do PT, mas o encontro terminou sem consenso.
Negociações políticas travam avanço da proposta
O projeto em questão trata da redução de penas aplicadas a condenados por tentativa de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A falta de acordo em torno dessa matéria, segundo Paulinho, pode influenciar diretamente o andamento da votação sobre a isenção do IR.
Após a reunião, o relator reconheceu que já previa resistência da bancada petista. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), confirmou a posição contrária de seu partido, embora tenha destacado que a reunião ocorreu em clima cordial.
Apesar do impasse, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou que a tramitação do projeto de isenção esteja formalmente condicionada à votação do PL da Dosimetria. Ele afirmou que o texto referente ao IR permanece na pauta do dia 1º de outubro.
Ainda assim, Paulinho da Força reforçou que, caso não haja avanço sobre a Dosimetria, a análise da isenção poderá ser adiada. Uma nova rodada de conversas entre o relator e o presidente da Câmara foi marcada para ajustar o cronograma.
O projeto que amplia a faixa de isenção do IR é considerado uma das principais apostas do governo federal para fortalecer sua base social e preparar terreno político para as próximas eleições presidenciais de 2026.





