Nos últimos meses, as tensões militares entre Estados Unidos e Venezuela aumentaram, com movimentações navais e acusações mútuas incrementando a possibilidade de um conflito.
O governo de Donald Trump enviou o porta-aviões USS Gerald R. Ford para águas próximas à Venezuela, como parte de um alegado esforço para combater o narcotráfico. Em resposta, a Venezuela mobilizou forças militares em seu território.
A presença militar americana no Caribe serve como pressão sobre o governo venezuelano, acusando-o de envolvimento em atividades de narcotráfico. Maduro declarou em setembro que mais de 8 milhões de pessoas se alistaram para defender a Venezuela.
O estado das forças armadas venezuelanas
A Venezuela conta com aproximadamente 125.000 soldados ativos, além de milicianos e reservistas. Entretanto, enfrenta desafios de manutenção e falta de treinamento.
Equipamentos como aviões Sukhoi e sistemas de mísseis, adquiridos da Rússia e Irã, levantam questões quanto à sua operacionalidade em caso de um confronto com as forças americanas, conhecidas por sua tecnologia superior.
Recentes acordos de armamento com a Rússia e o Irã tentam reforçar as capacidades defensivas da Venezuela. No entanto, a efetividade desses equipamentos contra as forças dos EUA, com tecnologia militar muito avançada, gera dúvidas sobre a real capacidade de resistência de Caracas.
Estratégias de defesa e resiliência
Além da defesa convencional, Maduro pode recorrer a estratégias de guerrilha, dispersando forças e envolvendo civis na defesa do país. Essa abordagem procuraria não somente defender o território nacional, mas também infligir danos prolongados a uma potencial invasão.
Contudo, a lealdade da população a Maduro em um conflito prolongado permanece uma incógnita. Analistas sugerem que, caso o confronto se intensifique, podem ocorrer deserções em massa e colapso da hierarquia militar.





