Mesmo com o aumento na oferta de benefícios corporativos, uma parcela significativa dos trabalhadores brasileiros continua encontrando dificuldades para fechar as contas no fim do mês. Um levantamento da Pluxee mostrou que 62% dos profissionais com carteira assinada ainda precisam usar parte do salário para complementar despesas básicas com alimentação, mesmo usando o vale-alimentação ou vale-refeição.
A pesquisa, realizada com mais de 1.200 pessoas em fevereiro deste ano, revela que o avanço da inflação e o alto custo de vida reduziram o impacto dos benefícios oferecidos pelas empresas.
Hoje, os trabalhadores recebem, em média, 4,65 benefícios corporativos — número superior ao registrado no ano passado, quando a média era de 4,28. Ainda assim, muitos afirmam que os valores já não acompanham os gastos reais do dia a dia.
Benefícios seguem valorizados pelos trabalhadores
O vale-refeição aparece entre os principais exemplos dessa perda de poder de compra. Segundo o estudo, 44% dos entrevistados consideram que o benefício não é suficiente para cobrir as despesas mensais com alimentação. Em comparação com 2019, a diferença é ainda mais evidente: naquela época, o valor médio do vale conseguia custear cerca de 18 dias úteis de refeições. Atualmente, cobre pouco mais de 10 dias.
Apesar da insuficiência apontada pelos entrevistados, vale-alimentação e vale-refeição continuam entre os benefícios mais desejados no mercado de trabalho. Cerca de 49% dos trabalhadores afirmaram preferir o vale-alimentação, enquanto 31% apontaram o vale-refeição como prioridade.
Do lado das empresas, esses benefícios também seguem entre os mais oferecidos. Segundo a pesquisa, 61% das companhias disponibilizam vale-alimentação aos funcionários, enquanto 44% oferecem vale-refeição.
Os dados reforçam um cenário de contraste no mercado formal em que, embora o número de benefícios tenha aumentado nos últimos anos, o custo elevado da alimentação segue pressionando o orçamento dos brasileiros.





