No dia 12 de maio, estudantes, professores e sindicatos tomaram as ruas de Buenos Aires, Argentina, para protestar contra cortes no orçamento das universidades públicas.
Esses cortes foram promovidos pelo governo do presidente Javier Milei desde sua posse em dezembro de 2023, levando a uma redução de 45,6% no financiamento das instituições de ensino superior. Com a insatisfação crescente, a mobilização chamou a atenção para os impactos significativos dessas políticas educacionais.
O descontentamento não ficou restrito ao setor educacional. A manifestação, apoiada por sindicatos e organizações sociais, reuniu mais de um milhão e meio de manifestantes em todo o país.
A inflação, que corroeu o poder de compra dos cidadãos, afetou também aposentados e servidores públicos.
Crise do financiamento universitário
A presidência de Milei trouxe desafios financeiros às universidades públicas argentinas. Além dos cortes orçamentários, os salários dos professores sofreram uma queda de 32% em poder de compra.
Este cenário contribuiu para a saída de mais de 10 mil docentes e pesquisadores, um fenômeno conhecido como “fuga de cérebros”. Sob o pretexto de equilibrar o orçamento, o governo causou uma crise significativa no setor educacional.
Embate entre governo e Congresso
O Congresso da Argentina aprovou leis destinadas a garantir o financiamento universitário adequado ao ajustar os orçamentos pela inflação. Contudo, estas medidas enfrentaram resistência.
O presidente Milei vetou as propostas, e, mesmo após o Congresso derrubar o veto, a implementação foi suspensa por decreto presidencial, sob alegação de insuficiência de fundos. A disputa agora está nas mãos da Suprema Corte, que decidirá o futuro dessas medidas.





