A educação é um dos principais indicadores de desenvolvimento social e econômico na América Latina. Ao analisar dados recentes sobre a trajetória escolar de adolescentes de 15 anos — etapa decisiva para medir permanência, progressão e aprendizagem — um país se sobressai de forma consistente: o Chile.
Os números revelam contrastes relevantes entre os sistemas educacionais da região e ajudam a explicar por que alguns avançam mais rapidamente do que outros.
Índice revela quem mantém alunos na escola e garante aprendizagem
O desempenho chileno aparece no Índice de Resultados Escolares (IRE), elaborado pela organização Todos Pela Educação em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O indicador não se limita à taxa de matrícula: ele cruza frequência escolar, progressão no ano adequado à idade e domínio mínimo de leitura e matemática, oferecendo um retrato mais completo da experiência educacional.
No Chile, 38 em cada 100 estudantes de 15 anos atendem simultaneamente a esses critérios. O país também apresenta alta cobertura escolar, alcançando cerca de 95% dos jovens até os 17 anos.
Em seguida aparecem Uruguai (36) e Peru (28). Mais abaixo no ranking estão México e Brasil, ambos com 23 estudantes dentro do padrão considerado adequado. Argentina (22), Colômbia (19) e Paraguai (11) completam a lista.
No Brasil, os dados indicam avanços no acesso à escola. Em 2022, aproximadamente 90% dos adolescentes de 15 anos estavam matriculados, e pouco mais de 80% frequentavam a série compatível com a idade. Ainda assim, quando o foco passa a ser a aprendizagem, o desempenho se mostra limitado.
Segundo o IRE, apenas 23% dos estudantes brasileiros conseguem reunir presença, progressão e proficiência mínima em Língua Portuguesa e Matemática, com base no PISA.
O resultado mantém o país atrás de Chile, Uruguai e Peru e evidencia desafios persistentes, como desigualdades regionais e a estagnação dos resultados educacionais ao longo da última década.





