“Maria” segue reinando absoluta entre os nomes mais comuns do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6% da população carrega o nome, o que representa mais de 12,2 milhões de pessoas registradas.
O auge da popularidade ocorreu entre 1960 e 1969, década em que 2.459.608 brasileiras receberam o nome. Foi nesse período que o país viveu o verdadeiro “boom das Marias”, impulsionado por tradições religiosas e pela forte influência cultural da época.
O auge e a queda da popularidade
Antes de 1940, o nome ainda era relativamente discreto, apenas 425 mil pessoas haviam sido registradas como Maria. A explosão nos anos 1960 foi seguida por uma queda gradual nas décadas seguintes, atingindo o ponto mais baixo entre 1990 e 1999. Curiosamente, a partir dos anos 2000, a preferência começou a voltar a crescer, mostrando que o clássico nome nunca saiu completamente de moda.
Atualmente, a idade média das pessoas chamadas Maria é de 53 anos, segundo o Censo Demográfico de 2022.
Ceará e São Paulo: os estados das Marias
Entre os estados brasileiros, o Ceará se destaca como o lugar onde o nome é proporcionalmente mais presente, 12,63% da população local é registrada como Maria. Na cidade de Morrinhos, o número é ainda mais impressionante, quase 22,3% dos habitantes compartilham o mesmo nome.
Em termos absolutos, São Paulo lidera o ranking nacional, com 2.131.207 registros de Maria.
O nome mais popular com a letra M — e do mundo
O levantamento faz parte da pesquisa “Nomes no Brasil”, que analisa dados do Censo 2022. O estudo mostra que Maria é o nome mais popular iniciado pela letra M e também revela curiosidades inusitadas: entre as Marias recenseadas, o signo mais comum é Aquário, enquanto o signo chinês mais frequente é o Rato.
Mais de 56 mil Marias nascidas antes de 1930 ainda foram identificadas no último censo, reforçando a longevidade e a força simbólica do nome. E o fenômeno não é apenas brasileiro: Maria, Mary e Marie são variações igualmente populares em diversos países. Na Espanha, por exemplo, cerca de 24% das mulheres têm “Maria” em algum ponto do nome.
Mesmo em tempos de nomes modernos e combinações criativas, “Maria” segue firme como um elo entre gerações, um nome que atravessou séculos e permanece no topo, carregando simplicidade, fé e tradição em cada registro.





