No coração da Bahia, uma verdadeira obra de arte da engenharia humana se ergue como símbolo de inovação e sustentabilidade. Trata-se da maior turbina eólica das Américas, instalada no Parque Eólico Seabra, no Complexo Brotas de Macaúbas, um marco que une ciência, arte e sustentabilidade.
Com 220 metros de altura, o equivalente a seis estátuas do Cristo Redentor empilhadas, o aerogerador pesa impressionantes 1.830 toneladas — uma escala que o coloca entre as criações mais monumentais já vistas no país.
A força dos ventos que move o futuro
Construída pela indústria brasileira WEG, a turbina tem potência instalada de 7 MW e capacidade de gerar aproximadamente 2.500 MWh por mês. Esse volume de energia é suficiente para abastecer, sozinho, cerca de 15 mil residências ao longo de um ano. A inovação chega como resposta à crescente demanda por fontes limpas e renováveis, consolidando o Brasil como líder em geração eólica na América Latina.
A peça foi inicialmente encomendada pela Petrobras em 2023, como parte de um contrato para desenvolvimento de tecnologia nacional. Posteriormente, o protótipo foi adquirido pela Statkraft, empresa norueguesa que administra o complexo eólico baiano e que hoje é referência global em energia renovável.
Além da grandiosidade física, a turbina traz vantagens práticas: por gerar mais eletricidade em menos espaço, reduz a necessidade de múltiplas instalações, barateia custos e otimiza o uso do território.
O avanço reflete a evolução do setor no Brasil. Desde o primeiro aerogerador instalado em Fernando de Noronha, em 1992, o país percorreu um longo caminho.
Hoje, são 1.143 parques eólicos espalhados por 12 estados, responsáveis por 16,4% da matriz energética nacional. Durante a chamada “safra de ventos”, de junho a dezembro, a energia dos ventos chega a abastecer até 22% do território nacional.





