Considerada a carne mais cara do mundo, o Wagyu é sinônimo de luxo, sabor e maciez incomparáveis. Entre seus cortes mais prestigiados está o Kobe Beef, famoso por atingir preços que ultrapassam R$ 1.000 por quilo em açougues de alto padrão no Brasil. Mas o que torna esse corte tão especial?
O segredo do Wagyu está na combinação de genética, nutrição e manejo. Desde a gestação, os bezerros recebem alimentação de alta qualidade, suplementação especial e acompanhamento individualizado.
Wagyu proporciona experiência gastronômica incomparável
O aleitamento é monitorado para evitar estresse, que poderia comprometer a qualidade do corte futuro. Um bezerro Wagyu pode chegar a custar cerca de R$ 6 mil, enquanto a compra de sêmen para reprodução chega a R$ 77 por dose.
A origem do Wagyu remonta ao Japão, onde “Wa” significa japonês e “Gyu” quer dizer gado. Criada há séculos, a raça foi reconhecida como patrimônio nacional em 1997 e inicialmente utilizada em trabalhos agrícolas, como o cultivo de arroz. A chegada do Wagyu ao Brasil aconteceu nos anos 1990, com rebanhos cuidadosamente selecionados para manter a qualidade e o marmoreio da carne japonesa.
No Japão, o manejo tradicional inclui escovação diária, massagens, acupuntura, música clássica e até cerveja misturada ao feno. Tudo para manter os animais relaxados, hidratados e com baixo nível de estresse, favorecendo a formação do marmoreio — a gordura entre as fibras da carne que garante sabor e suculência incomparáveis. O processo de engorda pode levar até 30 meses.
O Wagyu brasileiro segue padrões semelhantes, utilizando nutrição rica em amidos e resíduos da indústria cervejeira. As linhagens mais comuns são o Kuroge (Black Wagyu) e o Akaushi (Red Wagyu), com sublinhagens específicas que mantêm a genética japonesa.
Enquanto o quilo do Wagyu pode variar de R$ 600 a mais de R$ 1.000, outros cortes da raça, como acém e costela, também possuem alto valor agregado, refletindo o cuidado extremo na criação.





