As viagens aéreas nos Estados Unidos enfrentam uma ameaça real de paralisação durante o feriado de Ação de Graças, no próximo dia 27, devido à crise do shutdown do governo. O impasse político, que já se tornou o mais longo da história do país, compromete as operações aeroportuárias, pois muitos controladores de tráfego aéreo não estão recebendo seus salários, o que tem levado à ausência de trabalho.
A Administração Federal de Aviação (FAA) determinou uma redução de até 10% nos voos, com a possibilidade de ampliação para 20% caso a situação não seja resolvida. Esta medida é uma resposta à crescente escassez de pessoal e já está resultando em atrasos e cancelamentos em aeroportos importantes, como em Nova York e Chicago. Em apenas um dia, mais de 1.000 voos foram cancelados e 4.500 atrasados, segundo dados do FlightAware.
Consequências econômicas do caos aéreo
O shutdown afeta não apenas o transporte aéreo, mas também pode impactar a economia americana. Com o período de compras da Black Friday se aproximando, a falta de mobilidade pode reduzir o consumo de fim de ano.
Embora analistas econômicos tenham expressado preocupações, ainda não há dados concretos que quantifiquem esses impactos.
Estratégias das companhias aéreas
Para mitigar os efeitos sobre os passageiros, as principais companhias aéreas dos EUA, como United e Delta, oferecem reembolsos e remarcações sem custos adicionais.
No entanto, essas medidas podem não bastar se a capacidade de voos continuar a ser reduzida.





