Se você acha que unicórnios pertencem apenas ao universo da fantasia, a ciência mostrou que, ao menos no espaço, algo muito parecido existe, não como um animal mitológico, mas como um efeito visual raro gerado por fenômenos astronômicos reais.
De acordo com o Olhar Digital, esse “unicórnio” foi observado quando o cometa PanSTARRS (C/2025 R3) passou entre o Sol e a Terra, no domingo, 26, e criou uma configuração incomum que chamou a atenção de cientistas e observadores.
Nesse alinhamento, a cauda do cometa e sua coma (nuvem de gases ao redor do núcleo) assumem um formato alongado e luminoso, que pode lembrar visualmente um “chifre”, o que deu origem à comparação com um unicórnio.
Vale destacar que o registro foi realizado em uma missão conjunta entre a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA), que utilizaram o coronógrafo C3, no Observatório Solar e Heliosférico (SOHO). O equipamente tem capacidade para bloquear a luz solar intensa e, assim, possibilitar a observação de cometas e outros objetos que passem próximos ao Sol.

Como o fenômeno acontece
O mecanismo por trás desse efeito é baseado na interação entre luz solar e material do cometa. Quando o objeto se aproxima do Sol, o calor provoca a liberação de gases e partículas, formando uma cauda que sempre aponta na direção oposta à estrela.
Ao mesmo tempo, quando esse conjunto é visto da Terra em um ângulo específico, com o cometa posicionado entre o observador e o Sol, ocorre um efeito de iluminação que destaca essa estrutura de forma incomum.
Na prática, a luz atravessa e ilumina a poeira e os gases, criando uma silhueta mais definida e, em alguns casos, com aparência simétrica ou alongada.
Dificuldade de visualização
Segundo informações da NASA, o cometa passou a mais de 72 milhões de quilômetros da Terra. Mesmo sendo uma distância considerada pequena em uma escala espacial, a aproximação dele, com apenas 6 graus do Sol, algo considerado muito próximo, tornou a sua vizualização um grande desafio para os cientistas.



