Rodrigo Pantaleão, advogado de 53 anos, foi encontrado morto em sua casa em Florianópolis, com indícios de que já estava falecido há alguns dias, sem sinais de violência ou arrombamento. O caso ganhou notoriedade após sua concordância com a condenação de um cliente durante uma audiência.
A Polícia Civil investiga a morte, considerando inicialmente a hipótese de morte natural, enquanto aguarda o laudo necroscópico para determinar as causas exatas. A Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina expressou preocupação e se comprometeu a acompanhar as investigações.
A OAB/SC enfatizou a importância de uma apuração rápida e transparente, destacando que tomará medidas se houver indícios de crime relacionado à advocacia. O presidente da seccional, Juliano Mandelli, ressaltou o papel fundamental da advocacia na justiça e a necessidade de proteger as prerrogativas da profissão.
O advogado Rodrigo Pantaleão, de 53 anos, foi encontrado morto dentro da própria residência em Florianópolis (SC) nesta quinta-feira, 25. Ele ganhou repercussão nas redes sociais após um caso em que, durante uma audiência de instrução, concordou com a condenação do próprio cliente.
LEIA TAMBÉM
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, as primeiras informações indicam que o advogado já estava morto havia alguns dias quando foi localizado. Não havia sinais de arrombamento no imóvel nem indícios de violência no corpo.
De acordo com os investigadores, neste primeiro momento, a principal hipótese é de morte natural, embora outras possibilidades não estejam descartadas. A Polícia Civil aguarda a conclusão do laudo necroscópico. O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios da Capital.
Em nota, a OAB/SC informou que, assim que tomou conhecimento da morte, entrou em contato com as autoridades responsáveis para acompanhar as investigações e obter informações sobre o andamento do caso. O presidente da seccional, Juliano Mandelli, afirmou que o processo ainda está em fase inicial e destacou que, caso surja qualquer indício de crime relacionado ao exercício da advocacia, a entidade cobrará responsabilização.
"Recebemos essa notícia com profunda consternação. A OAB/SC acompanhará de perto as investigações para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, especialmente no que diz respeito à eventual relação de crime com o exercício da advocacia e às prerrogativas profissionais", destacou Mandelli.
Ele também ressaltou que a advocacia desempenha uma função essencial para a Justiça e, muitas vezes, envolve situações de exposição pouco percebidas pela sociedade. Mandelli lembrou ainda que a OAB tem entre suas atribuições a defesa das prerrogativas da categoria, da Constituição, do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e da justiça social.
"Esperamos uma apuração célere, rigorosa e transparente. A Ordem não tolerará omissão nem demora neste caso, seja qual for o resultado da perícia", disse.
Relembre o caso
Um vídeo de uma audiência virtual realizada em 28 de maio mostra o advogado concordando com a acusação apresentada pelo Ministério Público contra o próprio cliente. A gravação passou a circular nas redes sociais nas últimas semanas e ganhou ampla repercussão. Na ocasião, a juíza Carolina Ranzolin considerou o réu indefeso.
Nas imagens, Pantaleão aparece utilizando o celular durante a manifestação do promotor Raul Rogério Rabello e só volta a se posicionar quando é chamado pela magistrada para apresentar as alegações finais. Ao se pronunciar, afirmou: "A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência".
+Lidas