Um turista argentino de 63 anos foi preso em Minas Gerais após fotografar uma criança negra e enviar imagens com comentários racistas durante um passeio de trem, gerando indignação entre os passageiros.
A mãe da criança, alertada por outros passageiros, confrontou o homem e encontrou mensagens que insinuavam a possibilidade de levar o menino como escravo, o que levou à intervenção da segurança do trem e da polícia.
O argentino foi preso em flagrante por racismo e injúria racial, com seu celular apreendido, e permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação prossegue.
Um turista argentino, de 63 anos, foi preso no domingo (24) após fotografar uma criança de sete anos em um trem turístico, no Campo das Vertentes (MG), e enviar as imagens com comentários racistas por aplicativo.
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O homem fotografou uma criança negra e enviou mensagens racistas pelo celular. O caso aconteceu durante passeio de Maria Fumaça entre Tiradentes e São João del-Rei.
A mãe da criança foi avisada por passageiros sobre o caso. A mulher, de 32 anos, natural de Nova Iguaçu (RJ), questionou o homem sobre a denúncia e pediu que lhe entregasse o celular.
Uma das frases mencionava "levá-lo como escravo". A mãe da criança confrontou o homem, que desbloqueou o celular. Ela encontrou fotos e vídeos do filho em uma conversa em espanhol sobre a cor da pele do menino. Em um trecho, ele insinuou que poderia levá-lo para ser escravo.
Funcionários da segurança do trem e passageiros contiveram o argentino até a chegada da PM. O 38º Batalhão de Polícia Militar foi acionado e prendeu o homem em flagrante pelo crime de racismo. O celular dele foi apreendido.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou o homem teve a prisão em flagrante ratificada pelo crime de injúria racial. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde segue à disposição da Justiça.
Como o nome do argentino não foi divulgado pela polícia, o UOL não conseguiu localizar sua defesa. O espaço segue aberto para manifestação.
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