O advogado que representa a família de Johanisson Carlos Lima Costa, o "Joba", coordenador das categorias de base do CRB morto a tiros em janeiro deste ano, em Maceió, tenta incluir a ex-esposa da vítima como ré no processo.
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Apenas dois investigados foram denunciados pela Justiça: Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado como autor intelectual do crime, e Symeone Batista dos Santos, que teria atuado como um dos executores. Ambos estão presos, enquanto outros três suspeitos foram mortos.
Em fevereiro, a Justiça autorizou a quebra de sigilo telefônico da ex-companheira, além do sigilo telemático e bancário dos suspeitos. A medida inclui acesso a dados como mensagens de aplicativos, e-mails, armazenamento em nuvem e histórico de navegação.
Segundo a Polícia Civil, Joba mantinha um relacionamento com uma mulher que, após o término, passou a se relacionar com Ruan. Com o fim desse novo relacionamento, ela teria retomado contato com a vítima, o que teria despertado ciúmes no suposto mandante.
A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 19 de agosto de 2026, às 9h30.
O TNH1 não conseguiu contato com a defesa da ex-esposa da vítima, mas mantém o espaço aberto.
A MORTE DE JOBA
Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos, trabalhava como coordenador das categorias de base do CRB e foi assassinado a tiros na manhã do dia 23 de janeiro, no bairro Santa Lúcia, em Maceió.
Joba seguia para um ponto de ônibus, de onde embarcaria em uma van com destino ao CT Ninho do Galo, onde cumpriria mais um dia de trabalho, quando foi surpreendido com um tiro na cabeça.
Symeone Batista do Santos, que apareceu em câmeras de segurança ajudando na fuga do atirador, trouxe detalhes de como a morte foi arquitetada.
Em depoimento, Symeone, que teve um papel de "intermediador no crime", disse que o assassinato foi planejado por Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, que seria o suposto mandante, em dezembro de 2025.
Ele e Ruan trabalhavam juntos na mesma empresa. O suposto mandante seria o responsável pela área onde Symeone atuava na manutenção, limpeza e outros serviços.
No local onde trabalhavam, os dois ficaram próximos, mas acabaram se afastando após Symeone ter sido desligado da empresa e Ruan ter pedido demissão.
Eu conheci o Ruan quando fui trabalhar na empresa onde ele trabalhava. Ele era responsável pela área onde eu ficava.Eu fazia manutenção, limpeza e outros serviços. Foi onde eu conheci Ruan e outras pessoas da empresa", disse Symeone em depoimento à polícia.
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