Veja as condenações que levaram o serial killer de Maceió a mais de dois séculos de pena

Publicado em 15/05/2026, às 16h38
Reprodução/MPAL
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por João Arthur Sampaio

Publicado em 15/05/2026, às 16h38

Albino Santos de Lima, um serial killer de Maceió, recebeu sua oitava condenação, totalizando 204 anos de prisão por 18 homicídios e seis tentativas de assassinato entre 2019 e 2024, com foco em vítimas próximas a ele que supostamente tinham ligação com o crime organizado.

Durante a investigação, foram encontrados em sua posse uma pistola, munições e material utilizado para os crimes, além de evidências de uma obsessão por jovens com características físicas semelhantes, incluindo pastas com informações sobre as vítimas em seu celular.

Com condenações que se acumulam desde 2025, Albino foi sentenciado novamente a 29 anos e um dia de prisão pelo assassinato de um criador de conteúdo, e seu primeiro júri popular ocorreu em abril de 2025, com penas que variam de 14 a 37 anos por diferentes homicídios.

Resumo gerado por IA

Foi no começo da tarde desta sexta-feira (15) que o serial killer de Maceió, Albino Santos de Lima, de 44 anos, recebeu mais uma sentença por um dos assassinatos cometidos por ele no período de 2019 a 2024. Hoje, o total das oito condenações - até o momento - chegou a 204 anos, dois meses e nove dias de reclusão.

Ele, que é um dos cinco maiores assassinos em série do Brasil, é acusado de 18 homicídios e seis tentativas de assassinato, ocorridos entre 2019 e 2020, na região do Petrópolis, parte alta de Maceió, e 2023 e 2024, nas proximidades do bairro do Vergel, Levada e Ponta Grossa, na área da orla lagunar da capital. Albino foi preso somente na madrugada do dia 17 de setembro de 2024, dentro de casa.

O assassino em série, quando foi detido, estava afastado de suas funções como terceirizado da Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) pelo INSS, após sofrer um acidente de moto. Na residência dele foram apreendidos uma pistola, calibre 38 (que era do pai dele), diversas munições, uma balaclava, um celular, máscaras e luvas - material utilizado por ele para perseguir e matar as vítimas. 

Albino costumava assassinar pessoas que residiam próximas a ele, que julgava ter relação com o crime organizado. Em depoimento, ele falou que era “possuído pelo fogo do Arcanjo Miguel” para consumar as mortes e chegou a dizer à polícia que queria ser o “Charles Bronson”, em uma referência direta à franquia hollywoodiana “Desejo de Matar”, estrelada pelo ator.

No celular do serial killer, durante a perícia, foram encontradas notícias dos crimes e fotos (‘selfies’) nas lápides das vítimas. Além disso, também foram achadas pastas no drive com vestígios relacionados a vários homicídios, como o da jovem Anna Beatriz, com fotos e nomes de alvos, marcados com a data dos assassinatos.

Segundo a polícia, o criminoso teria alguma obsessão por jovens com características físicas semelhantes, e teria pesquisado as vítimas na internet. Uma das pastas era intitulada “odiadas do instagram”. Também no aparelho foram encontradas outras pastas com imagens de sobreviventes e de possíveis futuras vítimas dele, segundo informou o Instituto de Criminalística de Maceió.

Relembre as penas

O primeiro júri popular de Albino aconteceu no dia 11 de abril de 2025. O réu foi condenado pelo crime de homicídio consumado duplamente qualificado, contra Emerson Wagner da Silva, e homicídio tentado com duas qualificadoras, praticado contra outro jovem. A pena foi de 37 anos, um mês e 15 dias de reclusão.

O segundo aconteceu em 6 de junho do ano passado. Ele foi sentenciado a 24 anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pela morte da mulher trans Louise Gybson Vieira de Melo.

Pouco mais de um mês depois, em 31 de julho de 2025, aconteceu o terceiro julgamento, referente à morte da adolescente Ana Clara Santos Lima, de 13 anos. Esta condenação foi de 24 anos e seis meses.

Em setembro, no dia 4, aconteceu o quarto júri, pela tentativa de homicídio contra Alan Vitor dos Santos Soares, de 21 anos. Albino foi condenado a 14 anos e 7 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, além do pagamento de uma multa de R$ 50 mil. 

O quinto júri foi em 31 de outubro, sobre o caso da morte de Tâmara Vanessa dos Santos e as tentativas de homicídio contra a mãe de santo Leidjane Gomes de Freitas e José Gustavo Carvalho, na Ponta Grossa. Esta condenação foi de 27 anos e 1 mês.

Já em novembro, no dia 13, o último julgamento de 2025 e sexto no total, trouxe a condenação de 24 anos e 6 meses de reclusão pelo assassinato de Beatriz Henrique da Silva; e 5 meses e 8 dias de reclusão por lesão corporal contra o filho dela, de apenas 4 anos de idade no dia do crime, totalizando uma pena de 24 anos, 11 meses e 8 dias.

O primeiro de 2026 e sétimo no total aconteceu no dia 5 de março, quando o assassino foi julgado pela primeira morte que cometeu, a de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, em 2019. Ele foi sentenciado a 22 anos, 5 meses e 15 dias de reclusão pelo homicídio ocorrido no Beco de Zé Miguel.

Nesta sexta-feira, Albino foi condenado novamente. Desta vez, a 29 anos e um dia de prisão pelo assassinato de Jose Ildo Siqueira Silva Filho, o “Pikeno”, de 24 anos. O jovem, que era criador de conteúdo, estava acompanhado de um amigo no momento em que foi assassinado.

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