por Theo Chaves
Publicado em 16/04/2026, às 11h07
Regivaldo da Silva Santana, junto com seus cúmplices, será julgado pela chacina que resultou na morte de quatro jovens em Arapiraca, em abril de 2024, com o julgamento agendado para 19 de maio de 2025.
O juiz Alberto de Almeida considerou que há provas suficientes para a acusação, que inclui homicídio e ocultação de cadáver, além de crimes relacionados a um arsenal de armas encontrado na casa do acusado.
As investigações indicam que o crime foi motivado por conflitos pessoais, e os corpos das vítimas foram descobertos em uma cacimba, após a denúncia de desaparecimento feita pela família de uma das vítimas.
O escultor, empresário e atirador desportivo (CAC) Regivaldo da Silva Santana será levado a julgamento no dia 19 de maio de 2026, pela chacina que resultou na morte de quatro jovens no município de Arapiraca, em abril de 2024. Ele sentará no banco dos réus junto dos cúmplices Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima. O Tribunal do Júri será realizado na 5ª Vara da Comarca de Arapiraca.
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O juiz Alberto de Almeida destacou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) e citou que há elementos suficientes da autoria e materialidade do crime.
Regivaldo, que à época confessou ter executado a tiros os quatro jovens após uma discussão, vai ser julgado por homicídio, ocultação de cadáver, posse de armas e crime contra a fauna.
As duas últimas acusações são consequências da apreensão de um vasto arsenal de armas e munições, além de duas cobras mantidas em cativeiro de forma clandestina na casa do acusado.
JULGAMENTO DOS CÚMPLICES
O segundo réu, Wesley Santana, é sobrinho de Regivaldo. Ele será levado ao Tribunal do Júri pelo crime de ocultação de cadáver. Segundo as investigações, Wesley, que responde ao crime em liberdade, teria ajudado o tio a ocultar os corpos das vítimas.
Já Adriano Santos também vai ser julgado por ocultação de cadáver. As investigações apontam que ele também teria ajudado a desovar os corpos das vítimas. Os quatro jovens foram encontrados mortos dentro de uma cacimba.
QUEM SÃO AS VÍTIMAS
Letícia da Silva Santos, 20 anos, Lucas da Silva Santos, de 15 anos, Joselene de Souza Santos, 17 anos (companheira de Lucas) e Erick Juan de Lima Silva, 20 anos (suposto companheiro de Letícia), foram mortos com tiros na cabeça no dia 13 de abril de 2024.
A polícia descobriu o crime cerca de uma semana depois, após a mãe de Letícia e Lucas, que eram irmãos, denunciar o desaparecimento deles.
Letícia, mãe de uma criança de apenas dois anos, não buscou a filha na casa dos familiares, o que gerou a apreensão da mãe dela. Diante do sumiço, a família fez buscas por informações dos paradeiros deles, quando foram informados por populares que ela e Lucas teriam saído na companhia de mais duas outras pessoas: Joselene e Erick.
Após o registro do desaparecimento das vítimas, a polícia começou a buscá-los na região, quando recebeu relatos de vários disparos de arma de fogo que haviam sido efetuados em um determinado terreno. O local é o mesmo onde foram encontrados os corpos das quatro vítimas, que estavam dentro da cacimba.
ESCULTOR ERA CAC
O empresário e escultor Regivaldo da Silva Santana, de 38 anos, conhecido também como Giba, foi preso após confessar ser o autor da chacina que chocou a população de Arapiraca.
À época do crime, ele tinha registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador). Na casa dele, a polícia encontrou um arsenal com armas e munições.

Algumas dessas armas chamaram atenção pelo grosso calibre e por possuir miras telescópicas, também conhecidas como lunetas, e que são usadas para melhorar a precisão dos projéteis disparados pelas armas de fogo.
Ainda na residência, policiais apreenderam uma jibóia, uma cobra Píton exótica e um animal taxidermizado que estava sendo criados em cativeiro de forma clandestina.

MOTIVAÇÃO DA CHACINA
De acordo com a polícia, o crime teria sido motivado por conflitos pessoais marcados por ciúmes e desentendimentos entre as vítimas e o escultor.
As investigações aponta que Lucas, uma das vítimas, prestava serviços ao acusado. Ele teria se incomodado com uma relação de proximidade entre o escultor, sua irmã e sua esposa.
A denúncia também aponta que, no dia do crime, Lucas esteve na casa de Regivaldo, acompanhado de Erik, à procura de Joselene e Letícia, oportunidade em que ficou sabendo que as duas haviam saído com o homem. Mais uma vez, a vítima teria externado descontentamento com a relação.
Ainda naquele dia, Lucas e Erik retornaram à casa de Regivaldo. Nesse momento, deu-se início a uma discussão que teria resultado em uma ação do escultor: ele sacou uma arma de fogo, rendeu os dois e os executou.
Também consta na denúncia que os dois jovens foram mortos na presença de Joselene e Letícia. Para garantir a impunidade, Regivaldo disparou contra Joselene e Letícia. Em seguida, com a ajuda de Wesley e Adriano, os corpos foram colocados dentro da cacimba.

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