Jangadeiro é identificado e intimado pela polícia após turista denunciar importunação sexual em Pajuçara

Publicado em 21/09/2026, às 14h54
Reprodução/TV Pajuçara
Reprodução/TV Pajuçara

Por Yasmin Gregorio*

Um jangadeiro em Maceió foi denunciado por um turista carioca por importunação sexual durante um passeio às piscinas naturais de Pajuçara, levando a Polícia Civil a identificá-lo e intimá-lo para depoimento.

O turista relatou que foi tocado sem consentimento e que o jangadeiro fez comentários de cunho sexual, o que o levou a procurar a polícia após o passeio, que terminou de forma conflituosa.

A investigação está sendo conduzida pela Polícia Civil, que considera o caso como possível crime de importunação sexual, com o jangadeiro negando as acusações e o depoimento marcado para esta quarta-feira (23).

Resumo gerado por IA

O jangadeiro denunciado por um turista carioca por suposta importunação sexual durante um passeio às piscinas naturais de Pajuçara, em Maceió, foi identificado pela Polícia Civil e intimado para prestar depoimento. Ele deve ser ouvido nesta quarta-feira (23), segundo a delegada Luci Monica, responsável pela investigação.

A denúncia foi registrada na semana passada, no primeiro dia do turista na capital alagoana. O homem, que pediu para não ser identificado, procurou a Polícia Civil depois do passeio e relatou ter sido tocado sem consentimento pelo profissional durante o trajeto.

Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, nesta segunda-feira (21), a delegada afirmou que o jangadeiro já foi localizado e que, ao ser intimado, negou inicialmente que tenha cometido qualquer ato de natureza sexual contra o turista. Segundo ele, teria ocorrido um mal-entendido.

A polícia agora vai ouvir a versão do suspeito antes de avançar na investigação.

Entenda o caso

Segundo o relato prestado pelo turista à Polícia Civil, ele estava sozinho na jangada quando o profissional teria começado a fazer comentários de cunho sexual. Em seguida, o jangadeiro teria pedido que ele se sentasse próximo, sob a justificativa de que a mudança de posição ajudaria no equilíbrio da embarcação.

Quando se sentou, o turista afirmou que o homem passou a mão nas costas dele e perguntou se havia usado protetor solar. Ele disse que pediu para não ser tocado e voltou para a parte da frente da jangada.

Ainda segundo o relato, o jangadeiro teria levado o turista para uma piscina natural onde não havia outras pessoas e perguntado se ele queria entrar no mar junto com ele. Constrangido, o homem pediu para seguir para um local onde houvesse mais turistas.

O passeio terminou antes do previsto após uma discussão envolvendo o jangadeiro e outro profissional, e passado a proferir palavrões. O turista pediu para retornar à praia e, depois de desembarcar, procurou a Polícia Civil para registrar a denúncia.

Além da Delegacia de Proteção ao Turista, o caso também foi comunicado à Ouvidoria da Marinha.

Investigação pode levar a processo criminal

Segundo a delegada Luci Monica, a Polícia Civil apura o caso como possível crime de importunação sexual. Ela explicou que o relato do turista será considerado na investigação, mas que o jangadeiro também precisa ser ouvido para que a polícia possa esclarecer o que aconteceu.

A pena prevista para o crime de importunação sexual é de um a cinco anos de reclusão, caso a ocorrência seja confirmada.

O depoimento do jangadeiro está marcado para esta quarta-feira (23). Depois de ouvir os envolvidos e analisar as informações reunidas no caso, a Polícia Civil deve definir os próximos passos da investigação.

Estagiária sob supervisão.

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