Jovem conta como é conviver com menopausa precoce desde os 24: "Foi muito difícil"

Publicado em 14/07/2026, às 16h11
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Revista Crescer

Maria Eduarda Riedel, uma blogueira do Rio de Janeiro, teve sua vida transformada após ser diagnosticada com leucemia e, subsequentemente, entrar na menopausa precoce aos 24 anos devido à quimioterapia, o que trouxe desafios emocionais e físicos significativos.

Ela enfrentou o medo de não conseguir engravidar e lidou com sintomas como falta de libido e dificuldade em ganhar massa muscular, mas com o tempo aprendeu a gerenciar sua nova realidade e desmistificou algumas crenças sobre a menopausa.

Atualmente, aos 31 anos, Maria Eduarda faz reposição hormonal e se sente mais confortável com sua situação, planejando a maternidade para o futuro, mas sem se pressionar, focando em controlar os sintomas que a incomodam.

Resumo gerado por IA

A vida da blogueira e empreendedora Maria Eduarda Riedel, do Rio de Janeiro, virou de cabeça para baixo quando foi diagnosticada com leucemia. Após enfrentar a quimioterapia, ainda recebeu outra notícia difícil: havia entrado na menopausa precoce com apenas 24 anos.


"Não tem como se sentir bem com a notícia dessa", diz, em entrevista à CRESCER.

No caso de Maria Eduarda, era uma menopausa precoce quimioterápica, que ocorreu devido ao tratamento oncológico. "Eu ia fazer um transplante de medula óssea. Logo depois, eu já entrei na menopausa quimioterápica. A quimioterapia não escolhe bem as células que ela vai matar. Então, acaba que, basicamente, vai matando tudo, por isso que o cabelo cai e muita gente entra na menopausa", explica.

No início, ela ficou bem abalada com a notícia. "Apesar de eu saber que era o melhor ser feito diante do meu quadro, pois eu estava com leucemia e passar por um transplante era importante para mim, foi muito difícil", afirma.


Na época, ela foi consumida por um grande medo: não conseguir engravidar. "O maior baque no momento era a questão da gravidez. Acho que foi a primeira coisa que eu pensei. Eu nem fazia ideia das outras questões. Eu mal sabia que depois ia vir coisas igualmente ruins, como a falta de lubrificação, falta de libido, a falta de dificuldade em ganhar massa muscular e tantas outras coisas que a menopausa causa", conta.

'O maior mito é que você nunca mais vai ter prazer sexual'

Os primeiros anos foram muito desafiadores. Sem saber exatamente o que esperar, Maria Eduarda precisou aprender a lidar com uma nova realidade. Agora, aos 31 anos, ela diz que consegue enfrentar melhor os obstáculos que surgem. "Hoje em dia, costumo dizer que está muito mais fácil. Faço acompanhamento, as medicações ajudam muito e também fui aprendendo a lidar melhor com as situações", afirma.


Maria Eduarda faz reposição hormonal, com acompanhamento de endocrinologista e ginecologista. "Aliviam bastante os sintomas da menopausa. Tem o uso de estrogênio vaginal, por exemplo, para melhorar a lubrificação... Tudo isso realmente traz um conforto na minha vida", diz.

Com o tempo, ela descobriu que algumas crenças sobre a menopausa não eram completamente verdadeiras. "Eu acho que o maior mito é que você nunca mais vai ter prazer sexual. Acho que isso é uma grande mentira. Acho que acaba que coloca uma pressão muito grande em cima da mulher para que ela tenha uma desenvoltura na hora do sexo, é uma coisa bem machista mesmo. Na verdade, muitas vezes, a menopausa não significa que você não possa mais ter prazer no sexo", afirma.


"É claro que existe uma falta de libido e um ressecamento, mas, a depender do seu parceiro e de como você tiver emocionalmente, isso é super controlável. Hoje em dia, eu consigo lubrificar mesmo estando na menopausa. Eu acho que isso influencia muito mais através da cabeça", ressalta.

Desejo de ser mãe

Maria Eduarda ainda sonha em ser mãe um dia, mas ela tenta não se pressionar em relação a isso. "Eu acho que não tem porque eu ficar sofrendo. Antigamente, eu sofria muito com ansiedade, pensando: 'Ai, como é que vai ser? Vou fazer inseminação ou vou adotar?' Hoje em dia, eu deixo as coisas acontecerem como elas têm que acontecer. Eu também conheço muitas pessoas que engravidaram de forma natural mesmo na menopausa", conta.

Ela pretende investir na maternidade quando o momento certo chegar. "Eu acho que eu preciso simplesmente controlar os sintomas que hoje em dia me incomodam, que talvez seja um fogacho, uma insônia, a osteoporose... Quando eu estiver pensando em ter filhos, aí sim eu vou me preocupar com isso. Mas, no momento, eu acho que a melhor opção é eu não ficar olhando para trás, porque senão eu vou realmente me frustrar", finaliza.

Gostou? Compartilhe