Brasil

'Marginal influencer' e namorada são presas por morte de policial aposentado

G1 | 18/03/21 - 10h33 - Atualizado em 18/03/21 - 10h40
Foto: Reprodução / Rede Sociais

Um casal que mata, foge e ostenta. Mayra Pereira e Elisângela Abas foram presas nesta quarta-feira (17), no Paraná, pelo assassinato do ex-namorado de uma delas, o perito da Polícia Civil aposentado Ricardo Girardi Araújo, de 60 anos.

O crime foi em Nova Iguaçu, no Grande Rio, no mês passado, e foi registrado por câmera de segurança.

Policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que investigam o assassinato, encontraram a dupla depois de postagens em hotéis de luxo nas redes sociais -- tudo pago com o dinheiro da vítima, segundo a polícia.

As fotos parecem ser de uma viagem de férias ou de uma lua-de-mel, com direito a passeio em bar de gelo, tirolesa, restaurantes com vista, cachoeiras. Mas foram também pistas usadas por investigadores para desvendar o plano macabro do casal.

A dupla se conheceu atrás das grades, em 2019, quando Mayra foi presa por roubo e Elisângela, por tentativa de homicídio. Na cadeia, resolveram se juntar e fazer o policial como nova vítima.

Ricardo Girardi era pai da filha de Mayra e foi alvo de uma emboscada em 14 de fevereiro.

Ele morava sozinho e teve a casa invadida por Mayra e Elisângela, aponta a investigação. Imagens mostram o policial dormindo no sofá da sala enquanto duas mulheres -estão em outro cômodo. Segundo a polícia, o vídeo mostra Mayra atirando em Ricardo e fugindo com a parceira levando carro, dinheiro e armas.

(Foto: Reprodução / Rede Sociais )
(Foto: Reprodução / Rede Sociais )
(Foto: Reprodução / Rede Sociais )
(Foto: Reprodução / Rede Sociais )

'Marginal influencer, ex-detenta'

De acordo com investigação, a dupla fugiu do estado de ônibus, passou por São Paulo e depois seguiu para o Paraná, onde passou a se exibir.

A polícia passou a monitorar as criminosas pelas redes sociais, onde Mayra se descreve como "marginal influencer, ex-detenta".

Elas foram monitoradas por quase 1 mês, tempo em que os policiais rastrearam mais de dez hotéis e conseguiram identificar os lugares por onde elas passaram. Parte do dinheiro gasto durante a viagem era do policial civil assassinado.

Na semana passada, a dupla alugou um apartamento em Curitiba, local em que foram presas, nesta quarta-feira (17).

Durante a prisão, os policiais encontraram uma pistola. A polícia acredita que tenha sido a arma usada no crime, furtada da vítima.

"As duas foram apresentadas em uma delegacia do Paraná, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, que é a arma da vítima que foi subtraída e usada para causar a sua morte", disse o delegado Uriel Alcântara.