Polícia

Polícia descarta latrocínio em assassinato de policial dentro de bar no Salvador Lyra

Erik Maia | 16/10/18 - 13h17 - Atualizado em 16/10/18 - 13h46
Aloísio foi morto por ter sido reconhecido pelos assaltantes como policial | Arquivo TNH1

A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a morte do policial civil, Aloísio Barbosa de Lima, 57 anos, em um bar de propriedade da mulher dele, no conjunto Salvador Lyra, parte alta de Maceió, no final do mês de maio deste ano. Três pessoas foram presas, um suspeito morreu e uma quinta pessoa, suspeita de efetuar os disparos contra o policial, está foragida.

Segundo a delegada Rosimeire Vieira, o crime foi de oportunidade, ou seja, os criminosos não foram ao local para executar Aloísio. “Eles têm histórico de vários crimes, como roubo, tráfico e outros homicídios, e passando pelo local viram a oportunidade de assalto. Após roubarem a arma de Aloísio, o reconheceram como policial e alguém deu a ordem para que ele fosse morto”, explicou.

Os presos foram identificados como Fred Luiz da Silva, conhecido como “Da erva”, Edson dos Santos Alves e José Cícero de Lima. Um dos suspeitos, identificado como Jose Anderson de Lima, conhecido como “Alma”, morreu em confronto com a polícia no começo do mês de julho, em um trecho da BR-104 em Branquinha.

O suspeito que está foragido foi identificado como Italo Rafael de Lima. Ele é apontado como sendo a pessoa que teria efetuado os dois disparos contra Aloísio.

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A polícia disse ainda que com os presos foram encontrados pertences de pessoas que foram vítimas do assalto dentro do bar, inclusive o celular usado por Aloísio. Apesar da confirmação do roubo, a delegada disse que não dá para caracterizar o crime como latrocínio.

“Não temos como afirmar isso, mesmo ele sendo morto após os assaltantes terem roubado as coisas do policial”, concluiu.

Quem tiver informações sobre o possível paradeiro de Italo Rafael de Lima pode denunciar através do Disque Denúncia, no número 181. A ligação não precisa ser identificada.